Padrasto é preso em Anápolis por manter adolescente acorrentado a sofá

Polícia Civil resgata jovem de 13 anos com lesões e sinais de maus-tratos em Goiás; investigação aponta que mãe também sofria violência doméstica no local.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 07:453 min de leitura

Padrasto é preso em Anápolis por manter adolescente acorrentado a sofá
Resumo em 10 segundos

Resgate em Goiás revela cenário de tortura contra menor de idade mantido em cárcere privado e isolamento.

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de manter o enteado, um adolescente de 13 anos, acorrentado a um sofá em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia. O caso, descoberto nesta semana, chocou as autoridades locais pela crueldade das condições em que a vítima se encontrava, apresentando diversas lesões pelo corpo e sinais claros de desnutrição e abandono.

Detalhes da intervenção policial

Ao chegarem à residência após denúncias, os agentes encontraram o jovem trancado sozinho no imóvel. A vítima estava imobilizada por correntes, o que impedia qualquer tentativa de fuga ou busca por auxílio. De acordo com a Polícia Militar, que prestou apoio inicial na ocorrência, o cenário era de extrema insalubridade. O suspeito foi detido no local e encaminhado para a Central de Flagrantes, onde responderá por crimes que incluem maus-tratos graves e cárcere privado.

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Investigação e situação familiar

A investigação preliminar aponta que a rotina de violência era constante na residência. A mãe do adolescente também foi localizada e prestou depoimento às autoridades competentes. Segundo os investigadores da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), há fortes indícios de que a mulher também era vítima de violência doméstica, vivendo sob constante ameaça e coação psicológica, o que explicaria a omissão inicial perante o estado do filho.

Atendimento à vítima

O adolescente foi imediatamente retirado do local e encaminhado para uma unidade de pronto atendimento em Anápolis para passar por exames de corpo de delito. Assistentes sociais do Conselho Tutelar acompanham o caso para garantir que o menor receba o suporte psicológico necessário. Os laudos médicos devem confirmar a gravidade das escoriações e hematomas encontrados, servindo como prova técnica no inquérito que apura o período exato em que o jovem foi mantido sob tortura.

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Contexto

Casos de cárcere privado envolvendo menores de idade em Goiás têm mobilizado as forças de segurança pública para o fortalecimento de canais de denúncia anônima. Em 2023, o estado registrou um aumento nas notificações de violência intrafamiliar, o que reforça a necessidade de vigilância comunitária. A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê penas severas para quem submete menores a situações de vexame, constrangimento ou violência física severa.

Próximos passos

O suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário e deve passar por uma audiência de custódia nas próximas 24 horas. A Polícia Civil continuará colhendo depoimentos de vizinhos e familiares para apurar se havia outras pessoas envolvidas ou cientes do crime. O Ministério Público deverá oferecer denúncia formal assim que o inquérito for concluído, o que deve ocorrer nos próximos dez dias.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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