Padrasto é preso em Votorantim suspeito de filmar enteada em banheiro
Homem foi detido após jovem de 18 anos encontrar câmera escondida no banheiro de casa. Caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher em Sorocaba.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 16:043 min de leitura

Ação policial ocorreu após a vítima de 18 anos localizar o equipamento de monitoramento oculto dentro da residência da família.
Uma investigação por crime de importunação sexual e invasão de privacidade resultou na prisão de um homem em Votorantim, no interior de São Paulo, nesta semana. O suspeito, que é padrasto da vítima, foi detido pelas autoridades após ser acusado de instalar uma câmera escondida no banheiro utilizado pela enteada, uma jovem de 18 anos. O caso gerou forte comoção na região e está sendo tratado com prioridade pelas forças de segurança locais.
A descoberta do monitoramento oculto
O episódio veio à tona quando a jovem percebeu uma irregularidade no ambiente enquanto utilizava o banheiro da casa. Ao inspecionar o local, ela encontrou o dispositivo eletrônico posicionado de forma estratégica para captar imagens íntimas sem qualquer consentimento. De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima confrontou a situação e buscou auxílio imediato, o que levou à identificação do padrasto como o principal responsável pela instalação do equipamento de espionagem doméstica.
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Após a localização do aparelho, a Polícia Militar foi acionada para realizar a condução do indivíduo. O homem, cuja identidade foi preservada para proteger a integridade da família, não ofereceu resistência no momento da abordagem. Os agentes apreenderam o equipamento, que passará por uma perícia técnica minuciosa para determinar o volume de arquivos registrados e se houve o compartilhamento dessas imagens em redes sociais ou plataformas de conteúdo adulto na internet.
Procedimentos na Delegacia da Mulher
Devido à natureza da ocorrência, a ocorrência foi formalizada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba, unidade especializada que atende casos de violência e abusos contra o público feminino na região metropolitana. Na unidade policial, o delegado de plantão ratificou a voz de prisão e iniciou o inquérito para apurar se o crime era praticado de forma recorrente. A vítima recebeu acolhimento psicológico inicial e prestou depoimento detalhado sobre como descobriu o monitoramento.
As autoridades reforçam que a instalação de dispositivos para captar imagens de nudez sem autorização configura crime grave, com penas previstas no Código Penal Brasileiro. A investigação agora foca em analisar o computador e o telefone celular do suspeito para verificar se existem outras vítimas ou se o material era comercializado. A DDM de Sorocaba informou que o material apreendido é peça fundamental para a materialização do crime de registro não autorizado de intimidade sexual.
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Contexto
Casos de dispositivos ocultos em ambientes privados têm registrado um aumento nas estatísticas de crimes digitais e sexuais no estado de São Paulo. A legislação brasileira foi endurecida recentemente para punir com maior rigor quem produz, fotografa ou filma cenas de intimidade sexual sem o devido consentimento, com penas que podem chegar a um ano de detenção e multa, além de agravantes caso o autor possua relação de confiança com a vítima.
Em cidades do interior paulista, como Votorantim e Sorocaba, as campanhas de conscientização da Secretaria de Segurança Pública têm encorajado mais mulheres a denunciarem comportamentos suspeitos dentro do ambiente doméstico. O suporte das Delegacias Especializadas é considerado essencial para garantir que as vítimas se sintam seguras ao relatar abusos cometidos por familiares ou companheiros de suas mães, quebrando ciclos de silêncio e impunidade.
Próximos passos
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O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve passar por uma audiência de custódia nas próximas horas, onde será decidido se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva. O material coletado pela perícia criminal será anexado ao processo judicial, e a jovem de 18 anos continuará sendo acompanhada pela rede de proteção social do município para mitigar os impactos traumáticos da violação de sua privacidade.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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