Pai no ES cria skate adaptado para filho com paralisia cerebral
Jonas de Araújo desenvolveu equipamento exclusivo para Davi, de 11 anos, promovendo inclusão e lazer no Espírito Santo. Conheça essa história de superação.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 04:003 min de leitura
Iniciativa de pai capixaba permite que criança com limitações motoras experimente a liberdade do esporte sobre rodas pela primeira vez.
Em uma demonstração de amor e engenhosidade, o morador do Espírito Santo, Jonas de Araújo, desenvolveu um skate totalmente adaptado para seu filho, Davi Fernandes, que possui paralisia cerebral. O equipamento, projetado para oferecer segurança e estabilidade, será o grande destaque na celebração do aniversário de 11 anos do menino, marcando um novo capítulo na rotina da família que busca, acima de tudo, a inclusão social através do lazer.
A construção da autonomia
A ideia surgiu da necessidade de proporcionar ao jovem Davi a sensação de movimento e a brisa no rosto, experiências muitas vezes limitadas pela condição física. Jonas de Araújo utilizou conhecimentos técnicos e muita pesquisa para estruturar um suporte que permite que o filho permaneça ereto e seguro enquanto o skate desliza. Segundo o pai, a motivação principal foi realizar o sonho de ver o filho participando de atividades comuns a outras crianças da sua idade, rompendo as barreiras impostas pela deficiência motora.
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O projeto artesanal conta com uma base reforçada e hastes de proteção que garantem o equilíbrio necessário para o uso do brinquedo. Para a família, o skate não é apenas um objeto, mas uma ferramenta de terapia ocupacional e felicidade. Jonas ressalta que a paternidade atípica o ensinou a valorizar cada pequena vitória e que a construção do equipamento foi um processo de aprendizado mútuo, fortalecendo os laços entre pai e filho durante as etapas de teste e finalização.
Impacto na paternidade atípica
O criador da peça relata que a chegada de Davi e os desafios da paralisia cerebral transformaram completamente sua visão de mundo e suas prioridades. A dedicação em criar soluções acessíveis dentro de casa reflete uma realidade comum a milhares de famílias brasileiras que precisam improvisar para garantir acessibilidade. O aniversário de 11 anos de Davi Fernandes será o cenário da estreia oficial, onde o menino poderá, pela primeira vez, sentir a adrenalina de um esporte radical de forma segura e assistida.
Contexto
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A paralisia cerebral é uma condição que afeta o tônus muscular, a postura e o movimento, decorrente de lesões no cérebro em desenvolvimento. No Brasil, estima-se que a incidência seja de aproximadamente 7 para cada 1.000 nascidos vivos. A falta de equipamentos esportivos adaptados no mercado nacional, muitas vezes com preços elevados, obriga pais e cuidadores a buscarem alternativas criativas para promover a saúde mental e o bem-estar de crianças e adolescentes com necessidades especiais.
O que esperar
A expectativa da família agora é que o exemplo de Jonas inspire outros pais e, possivelmente, chame a atenção para a importância de políticas públicas e investimentos em tecnologia assistiva. O próximo passo de Davi será desbravar parques e praças capixabas, mostrando que a inclusão deve ocorrer em todos os espaços públicos. A história reforça que o esporte é um direito de todos, independentemente das limitações físicas.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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