Pai solo adota cinco irmãos em Ribeirão Preto e celebra a paternidade

Antonio Carlos Nicolucci constrói família numerosa no interior de SP após adotar três irmãos em 2019 e acolher mais dois caçulas sob guarda provisória.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 00:003 min de leitura

Pai solo adota cinco irmãos em Ribeirão Preto e celebra a paternidade
Resumo em 10 segundos

Exemplo de dedicação em Ribeirão Preto ganha destaque com a formação de uma família unida pelo afeto e pela adoção de grupos de irmãos.

O morador de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Antonio Carlos Nicolucci, transformou radicalmente sua rotina ao assumir a paternidade solo de cinco crianças. O processo, que teve início com a chegada de três irmãos em 2019, avançou recentemente com a integração de outros dois irmãos biológicos do grupo original. Desde agosto de 2024, o pai detém a guarda provisória dos caçulas, consolidando um núcleo familiar composto por seis filhos, incluindo a primogênita já adulta.

A construção do laço familiar

A trajetória de Antonio Carlos Nicolucci rompe com o perfil tradicional de adoção no Brasil, que geralmente prioriza crianças únicas e recém-nascidas. Ao optar por não separar os irmãos, o pai solo enfrentou os desafios logísticos e emocionais de uma casa cheia, defendendo que o amor verdadeiro não é algo imediato, mas um sentimento construído no cotidiano. Para ele, a decisão de acolher o grupo completo foi fundamental para preservar a identidade e a história de cada um dos menores.

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Os primeiros três filhos chegaram há cinco anos, adaptando-se rapidamente à nova realidade no interior paulista. A dinâmica familiar foi novamente ampliada no segundo semestre deste ano, quando os dois membros mais novos do grupo biológico passaram a viver sob o mesmo teto. A Justiça da Infância e Juventude acompanha o caso, garantindo que a transição ocorra de forma segura para o desenvolvimento das crianças, que agora compartilham o mesmo sobrenome e o mesmo teto.

Desafios e rotina da paternidade solo

Gerenciar uma casa com cinco crianças e adolescentes exige planejamento rigoroso e uma rede de apoio sólida. Nicolucci ressalta que a paternidade solo demanda abdicação, mas entrega em troca um senso de propósito inigualável. O cotidiano em Ribeirão Preto envolve desde a organização escolar até o suporte emocional individualizado, já que cada filho carrega vivências distintas do período anterior à adoção. O pai enfatiza que a convivência diária é a ferramenta principal para curar traumas e fortalecer a confiança mútua.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a adoção de grupos de irmãos é um dos maiores gargalos do sistema de acolhimento no país. Casos como o de Antonio Carlos servem de inspiração para outros pretendentes que buscam a fila de adoção, demonstrando a viabilidade de configurações familiares não convencionais. A presença dos cinco irmãos juntos evita o rompimento definitivo de vínculos consanguíneos, algo que especialistas em psicologia infantil apontam como crucial para a saúde mental dos adotados.

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Contexto

Atualmente, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento indica que milhares de crianças aguardam por uma família no Estado de São Paulo. A maior dificuldade encontrada pelo Poder Judiciário é encontrar famílias dispostas a aceitar grupos de irmãos ou crianças com idade superior a sete anos. O gesto de Nicolucci vai na contramão das estatísticas, onde a maioria dos pretendentes ainda busca por perfis específicos, o que acaba prolongando a permanência de jovens em abrigos institucionais.

O processo de guarda provisória, iniciado em agosto, é uma etapa jurídica padrão que antecede a sentença definitiva de adoção. Durante este período, a assistência social realiza visitas periódicas para avaliar a adaptação dos novos integrantes. A expectativa é que, em breve, a documentação seja finalizada, oficializando juridicamente o que já é realidade afetiva na residência da família em Ribeirão Preto.

Próximos passos

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Com a família agora completa, o foco de Antonio Carlos Nicolucci volta-se para a educação e o bem-estar dos seis filhos a longo prazo. O caso segue sob acompanhamento da Vara da Infância, enquanto a comunidade local acompanha com admiração a história de solidariedade. A finalização do processo jurídico deve ocorrer nos próximos meses, selando o compromisso deste pai que escolheu multiplicar o amor em vez de apenas somar.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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