Partido Novo lança Carlos Sant’Anna ao Senado e oficializa apoio a Raquel Lyra
Em convenção no Recife, legenda confirmou candidatura de Carlos Sant’Anna para a câmara alta e aliança estratégica com a governadora Raquel Lyra em Pernambuco.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 21:103 min de leitura

Legenda define estratégia eleitoral em Pernambuco com foco na continuidade da gestão estadual e renovação no Legislativo Federal.
O cenário político de Pernambuco ganhou novos contornos nesta terça-feira (21), com a oficialização da candidatura de Carlos Sant’Anna ao Senado Federal pelo Partido Novo. Durante convenção partidária realizada no Recife, a sigla também selou formalmente o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra, consolidando uma aliança estratégica que visa fortalecer a base de sustentação do atual governo estadual nas próximas eleições.
A composição da chapa majoritária
A escolha de Carlos Sant’Anna reflete a aposta do partido em nomes que defendem a austeridade e a eficiência na gestão pública. O candidato, que agora entra oficialmente na disputa por uma das cadeiras no Congresso Nacional, terá como primeira suplente a advogada Carla Pinheiro. A definição ocorreu após intensas rodadas de negociações internas, onde o diretório estadual buscou alinhar os interesses da legenda com o projeto de continuidade administrativa liderado pela atual ocupante do Palácio do Campo das Princesas.
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Durante o evento na capital pernambucana, lideranças destacaram que a candidatura própria ao Senado não é apenas um movimento isolado, mas parte de um plano nacional para ampliar a bancada da sigla em Brasília. O foco de Carlos Sant’Anna será a pauta econômica e a reforma do pacto federativo, buscando atrair o eleitorado conservador e liberal que hoje compõe a base de apoio da governadora Raquel Lyra.
Aliança estratégica com o governo estadual
O anúncio do apoio à reeleição de Raquel Lyra é visto por analistas políticos como um movimento de consolidação de forças no estado. O Partido Novo vinha mantendo diálogos próximos com a gestão estadual desde o início do mandato, e a formalização do apoio na convenção desta terça-feira encerra especulações sobre uma possível candidatura própria ao governo. A meta é garantir que as políticas de responsabilidade fiscal e os investimentos em infraestrutura iniciados pela governadora tenham suporte legislativo e político nos próximos anos.
Representantes da legenda afirmaram que a convergência de ideais entre o partido e o plano de governo de Raquel Lyra foi o fator decisivo para a união. Para o grupo político, a manutenção da governadora no cargo representa a estabilidade necessária para que Pernambuco continue avançando em indicadores sociais e econômicos, especialmente no que tange à atração de novos negócios e à segurança pública, temas centrais na plataforma do Novo.
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Contexto
O movimento político ocorre em um momento de fragmentação das chapas majoritárias em Pernambuco, onde diferentes forças buscam se posicionar para o pleito de 2024 e 2026. A decisão do Partido Novo em lançar um nome ao Senado e apoiar o governo vigente altera a dinâmica das negociações com outras siglas de centro-direita no estado, que também buscavam o apoio da legenda para fortalecer seus palanques regionais.
Historicamente, o estado tem apresentado disputas acirradas pelas vagas no Senado, e a entrada de Carlos Sant’Anna no páreo introduz um novo elemento na divisão de votos da capital e do interior. A estratégia de contar com Carla Pinheiro na suplência também visa dar representatividade jurídica e técnica à chapa, reforçando o discurso de renovação qualificada que a sigla tenta imprimir em suas campanhas desde sua fundação.
O que esperar
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Com a oficialização dos nomes, a campanha deve agora focar na estruturação dos comitês e na divulgação das propostas para o Senado. O próximo passo jurídico é o registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), respeitando os prazos estabelecidos pelo calendário eleitoral. A expectativa é que a participação de Carlos Sant’Anna nos debates televisivos e no rádio ajude a tracionar a candidatura da governadora Raquel Lyra entre o eleitorado mais ideológico da direita pernambucana.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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