Pecuária leiteira do Oeste Paulista eleva produção com pastejo noturno
Produtores de Presidente Prudente e Pirapozinho adotam alimentação noturna para o gado, combatendo o estresse térmico e aumentando a produtividade de leite.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 07:303 min de leitura

Estratégia de manejo focada no bem-estar animal e na fuga das altas temperaturas impulsiona os resultados de fazendas na região de Presidente Prudente.
Produtores rurais do Oeste Paulista estão transformando a rotina produtiva para enfrentar o calor intenso e otimizar a entrega de laticínios. Nas cidades de Presidente Prudente e Pirapozinho, a adoção do pastejo noturno tornou-se a principal ferramenta para elevar a produtividade das vacas leiteiras. A mudança, implementada nos últimos meses, visa aproveitar as temperaturas mais amenas da madrugada para estimular a alimentação do rebanho, que costuma reduzir o consumo de pasto sob o sol forte, impactando diretamente no volume de leite coletado diariamente.
A mudança no manejo alimentar
A técnica consiste em inverter o período de maior exposição dos animais ao campo. Durante o dia, o gado é mantido em áreas sombreadas ou em galpões com ventilação controlada, recebendo suplementação. Quando o sol se põe e a temperatura cai no interior de São Paulo, os animais são liberados para os piquetes. De acordo com especialistas em zootecnia, o conforto térmico é o fator determinante, pois vacas em estresse perdem energia tentando dissipar calor em vez de transformar nutrientes em produção láctea.
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Resultados na balança e nos tanques
Os reflexos econômicos já são visíveis para os pecuaristas da região. Relatos de propriedades em Pirapozinho indicam que a média de produção por animal apresentou um crescimento significativo após a alteração da escala. Além do volume, a qualidade do produto final também melhora, com índices de gordura e proteína mais estáveis. O investimento para essa transição é considerado baixo, exigindo apenas ajustes na logística de iluminação de corredores e na segurança das cercas para evitar fugas ou ataques de predadores durante a noite.
Impacto do clima no setor
O Oeste Paulista é conhecido por registrar algumas das temperaturas mais elevadas do estado, frequentemente ultrapassando os 35 graus Celsius no verão. Esse cenário climático impõe desafios severos à pecuária de leite, atividade sensível às variações ambientais. Ao adotar o regime noturno, o produtor minimiza a ociosidade do animal, que passa a maior parte do dia deitado buscando sombra, e garante que o rebanho atinja a necessidade nutricional diária de forma voluntária e saudável.
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Contexto
A pecuária leiteira é um dos pilares da economia familiar e empresarial no interior paulista. Historicamente, o setor enfrenta crises de rentabilidade devido à alta dos insumos e oscilações no preço pago pelo litro do leite. A busca por eficiência produtiva através do manejo, sem a necessidade de grandes aportes financeiros em infraestrutura complexa, torna-se uma saída estratégica para manter a competitividade de São Paulo no cenário nacional de produção de alimentos.
O que esperar
A tendência é que o modelo de pastejo noturno seja expandido para outras microrregiões vizinhas que enfrentam condições climáticas similares. Órgãos de assistência técnica rural devem Intensificar os treinamentos para que mais famílias de Presidente Prudente e arredores consigam adaptar suas propriedades. A expectativa é que, com a consolidação da técnica, a região se firme como um polo de inovação em manejo sustentável e bem-estar animal, garantindo a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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