Pecuarista suspeito de matar jovem em Mato Grosso era 'controlador'
Testemunha ocular revela detalhes do comportamento possessivo de João Roberto Bolelli antes do assassinato de Priscila Lacerda. Crime choca o interior do estado.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 04:003 min de leitura

Investigações apontam que o crime foi motivado por ciúmes excessivos e comportamento possessivo do agressor contra a vítima.
O pecuarista João Roberto Bolelli é o principal suspeito de assassinar a jovem Priscila Lacerda após meses de um relacionamento marcado por abusos psicológicos e tentativas de controle. O crime, ocorrido no interior de Mato Grosso, foi presenciado por uma amiga próxima da vítima, que detalhou em depoimento o histórico de chantagens emocionais e a insistência do homem em manter encontros casuais contra a vontade da jovem.
O comportamento do agressor
De acordo com o relato da testemunha, que estava presente no momento do ataque, o pecuarista demonstrava um perfil extremamente controlador e ciumento. A amiga de Priscila Lacerda afirmou que o homem não aceitava o distanciamento da jovem e utilizava táticas de manipulação para forçar proximidade. O cerco emocional teria se intensificado nas semanas que antecederam o homicídio, transformando a rotina da vítima em um cenário de constante vigilância e medo.
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Dinâmica do crime e motivação
A narrativa apresentada às autoridades indica que João Roberto Bolelli monitorava os passos da jovem com frequência. No dia do assassinato, o pecuarista teria confrontado a vítima em um acesso de fúria motivado pela recusa dela em ceder às suas investidas. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio, uma vez que o crime foi cometido em um contexto de violência doméstica e desprezo pela condição feminina, amparado pelo sentimento de posse que o agressor nutria.
Ações das autoridades
Equipes de perícia técnica estiveram no local para coletar evidências que corroboram o depoimento da testemunha ocular. A Delegacia de Homicídios já solicitou medidas cautelares e busca por novas provas que consolidem a dinâmica dos fatos. O histórico de ameaças veladas relatado por pessoas próximas à vítima é peça fundamental para que a justiça compreenda a premeditação e a periculosidade do pecuarista, que segue sob investigação rigorosa das forças de segurança de Mato Grosso.
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Contexto
O caso de Priscila Lacerda acende mais uma vez o alerta sobre os índices de violência contra a mulher no Centro-Oeste brasileiro. Dados recentes indicam que a maioria dos agressores possui um perfil de dominação e não aceita o fim de vínculos afetivos ou a autonomia das vítimas. No estado, o número de ocorrências de feminicídio tem mobilizado redes de proteção, mas a subnotificação de casos de violência psicológica, como as chantagens sofridas por Priscila, ainda dificulta a prevenção de tragédias.
Próximos passos
O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias, com o indiciamento formal de João Roberto Bolelli. A expectativa é que o Ministério Público ofereça denúncia por homicídio qualificado, considerando o motivo fútil e a impossibilidade de defesa da vítima. Familiares e amigos organizam homenagens e pedem celeridade no processo para que o crime não fique impune perante a Justiça Estadual.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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