Economia

Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 7,2% em novembro

Novo reajuste da Petrobras no querosene de aviação (QAV) impacta custos das companhias aéreas a partir de domingo. Confira os detalhes sobre os novos valores.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 12:183 min de leitura

Resumo em 10 segundos

Reajuste mensal impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas e pressiona setor de transporte no Brasil.

A Petrobras confirmou a aplicação de um novo aumento nos preços de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, com vigência a partir deste domingo (1º). O reajuste médio anunciado é de 7,2%, o que representa uma elevação nominal de R$ 0,45 por litro em comparação aos valores praticados no mês anterior, refletindo as flutuações do mercado internacional de energia.

Detalhes da nova política de preços

De acordo com a Petrobras, a atualização mensal dos valores segue uma metodologia que considera as variações do preço do petróleo no mercado global e as oscilações da taxa de câmbio. Como o combustível é uma commodity negociada em dólar, qualquer desvalorização do Real ou alta no barril de Brent impacta diretamente a tabela fornecida às empresas de distribuição de combustíveis em todo o território nacional.

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Este novo ciclo de alta ocorre após um período de relativa estabilidade, mas volta a preocupar o setor aéreo, que possui no combustível o seu principal custo de operação. Especialistas apontam que o QAV costuma representar cerca de 35% a 40% das despesas totais de uma transportadora aérea no Brasil, tornando o balanço financeiro das empresas extremamente sensível a essas modificações mensais promovidas pela estatal.

Impacto para o consumidor final

Embora o reajuste seja aplicado diretamente às distribuidoras, a tendência histórica indica que o custo adicional acaba sendo repassado para as passagens aéreas. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) tem reiterado que a volatilidade do preço do combustível é o maior desafio para a democratização do transporte aéreo no país, dificultando a manutenção de tarifas promocionais em rotas de longa distância.

As principais bases de abastecimento, localizadas em aeroportos estratégicos como Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Brasília (DF), devem sentir o reflexo do novo valor imediatamente a partir da madrugada de domingo. A estatal ressalta, no entanto, que o preço final nos aeroportos depende também de margens de comercialização das distribuidoras, impostos estaduais como o ICMS e custos de logística específicos de cada região brasileira.

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Contexto

O mercado de combustíveis de aviação no Brasil passou por mudanças estruturais nos últimos anos, visando maior transparência na formação de preços. No entanto, a dependência de insumos importados e a cotação do petróleo em patamares elevados devido a conflitos geopolíticos mantêm a pressão sobre o setor de energia. Em 2023, a oscilação do querosene foi um dos temas centrais nas discussões entre o Governo Federal e as companhias para tentar reduzir o valor dos bilhetes.

A Petrobras mantém o posicionamento de que a paridade com o mercado internacional é necessária para garantir o suprimento do produto e evitar riscos de desabastecimento, uma vez que parte do consumo nacional ainda depende de importações complementares. O reajuste de novembro é o mais expressivo dos últimos meses, após uma sequência de correções menores que haviam dado fôlego momentâneo ao mercado.

Próximos passos

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O mercado agora aguarda a reação das grandes empresas do setor, como Azul, Gol e Latam, para verificar se haverá um ajuste imediato nas tabelas de preços de passagens para o período de alta temporada no final do ano. Órgãos de defesa do consumidor e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) monitoram o cenário para garantir que os repasses não excedam a proporcionalidade dos custos operacionais vigentes.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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