PF deflagra operação contra grupo especializado em fabricar moeda falsa

Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca na Paraíba e em outros dois estados contra organização criminosa voltada à falsificação de notas.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 08:313 min de leitura

PF deflagra operação contra grupo especializado em fabricar moeda falsa
Resumo em 10 segundos

Ação mira desarticular esquema de produção e distribuição de cédulas falsificadas que operava em diversos estados do Nordeste.

Nesta manhã, a Polícia Federal iniciou uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada na fabricação e circulação de dinheiro falso. A operação mobiliza agentes para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva. As atividades de campo estão concentradas principalmente no estado da Paraíba, com alvos identificados nas cidades de João Pessoa e Mogeiro, além de diligências em outras duas unidades da federação.

Detalhes da investigação e ofensiva

A investigação aponta que o grupo possuía uma estrutura profissional para a reprodução de notas, utilizando equipamentos de alta tecnologia para simular elementos de segurança das cédulas reais. Segundo a Polícia Federal, o esquema não se limitava apenas à produção, mas contava com uma rede logística para escoar o material ilícito para o comércio local e regional. Durante as buscas em João Pessoa, foram apreendidos materiais que comprovam a materialidade do crime e o alto volume de moeda falsa que circulava no mercado.

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Em Mogeiro, no interior paraibano, as equipes focaram em locais que serviam como possíveis depósitos ou centros de distribuição. A Justiça Federal autorizou as prisões preventivas com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da quadrilha e evitar a continuidade das fraudes, que geram prejuízos diretos ao setor varejista e à economia popular. Os detidos estão sendo encaminhados para as sedes da corporação para prestar depoimento e aguardar as decisões judiciais.

Modus operandi da organização

De acordo com as autoridades, os suspeitos utilizavam canais digitais e aplicativos de mensagens para negociar os lotes de dinheiro falsificado. Geralmente, as notas eram vendidas por uma fração do seu valor nominal, sendo posteriormente introduzidas no comércio por meio de compras de pequeno valor para facilitar o recebimento de troco em moeda verdadeira. O monitoramento da Polícia Federal permitiu rastrear a origem das impressões e identificar as lideranças que coordenavam o laboratório de falsificação.

Os investigados devem responder pelos crimes de moeda falsa e formação de organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 15 anos de reclusão. Além das prisões, o bloqueio de bens e contas bancárias foi solicitado para garantir que o patrimônio adquirido de forma ilegal seja apreendido. A operação de hoje é considerada um golpe severo na estrutura técnica do grupo, desativando centros de impressão que abasteciam diversas cidades do Nordeste.

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Contexto

O crime de falsificação de moeda tem registrado um aumento de sofisticação técnica no Brasil, exigindo o uso de perícia avançada por parte das forças de segurança. Dados da Polícia Federal indicam que a circulação de notas falsas impacta severamente a confiança no sistema monetário e prejudica pequenos comerciantes, que muitas vezes não possuem ferramentas para identificar as fraudes no momento da transação. No último ano, diversas operações similares foram realizadas na Paraíba, consolidando o estado como um ponto de atenção no combate a esse tipo de delito.

Historicamente, as organizações criminosas têm migrado para cidades menores, como Mogeiro, para tentar fugir da fiscalização intensa das capitais. No entanto, o cruzamento de dados de inteligência e a cooperação entre diferentes delegacias têm permitido que a Polícia Federal alcance núcleos operacionais fora dos grandes centros urbanos, desmantelando laboratórios clandestinos antes que grandes volumes de dinheiro entrem em circulação no comércio nacional.

Próximos passos

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Após o processamento dos materiais apreendidos hoje, os peritos da Polícia Federal realizarão análises técnicas para identificar se as notas produzidas por este grupo possuem relação com outras apreensões feitas em diferentes estados. O material genético e as impressões digitais coletados nos locais de busca serão fundamentais para identificar outros envolvidos que ainda não constam no inquérito principal. A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas conforme o avanço do interrogatório dos 10 presos nesta etapa.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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