PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre o Banco Master
O senador Jaques Wagner foi convocado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos na Operação Compliance, que apura irregularidades no setor financeiro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 10:294 min de leitura

Investigação da Polícia Federal mira supostas irregularidades financeiras e convoca líder do governo no Senado para prestar esclarecimentos oficiais.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento oficial no âmbito da Operação Compliance. A oitiva, que integra um inquérito em estágio avançado, busca colher informações sobre a relação do parlamentar com movimentações investigadas junto ao Banco Master. O depoimento deve ocorrer em Brasília, onde os investigadores concentram os esforços para esclarecer se houve favorecimento ou intermediação indevida em transações da instituição financeira.
Detalhes da Operação Compliance
A Polícia Federal deflagrou a operação com o objetivo de desarticular um esquema de supostas fraudes que envolvem o sistema financeiro nacional. Segundo as autoridades, o foco principal são transações suspeitas e a possível omissão de órgãos de fiscalização. O nome de Jaques Wagner surgiu em relatórios de inteligência que cruzaram dados de contatos e agendas de executivos ligados ao Banco Master, levantando a necessidade de uma manifestação formal do senador sobre os episódios narrados pelos investigadores.
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Os agentes federais analisam se houve qualquer tipo de repasse de valores ou vantagens indevidas que pudessem configurar crimes como corrupção passiva ou lavagem de dinheiro. Até o momento, a defesa do senador afirma que ele está à disposição da Justiça e que sua convocação é uma oportunidade para demonstrar a transparência de suas ações políticas. O gabinete do parlamentar ressaltou que ele não ocupa cargos executivos que permitam a gestão direta de recursos bancários.
O papel do Banco Master no inquérito
O Banco Master, anteriormente conhecido por outra denominação antes de passar por uma reestruturação, está sob a lupa do Ministério Público Federal e da PF devido ao crescimento acelerado de sua carteira de ativos e aquisições recentes. A investigação apura se a instituição utilizou influência política para expandir suas operações ou para evitar sanções de órgãos reguladores. Os investigadores buscam entender se o apoio de figuras influentes no Congresso Nacional facilitou a abertura de portas para o banco em setores estratégicos.
Documentos apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance indicam que houve reuniões fora da agenda oficial entre diretores da instituição e representantes do governo. A Polícia Federal quer saber se o senador Jaques Wagner participou de algum desses encontros ou se intercedeu junto a órgãos como o Banco Central ou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em favor do grupo financeiro investigado.
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Contexto
Esta não é a primeira vez que grandes instituições financeiras entram no radar da Polícia Federal por conexões políticas. O histórico recente do Brasil mostra que a relação entre o setor bancário e o poder legislativo é frequentemente monitorada para evitar o uso de emendas e projetos de lei em benefício de grupos privados. O senador Jaques Wagner, que possui uma trajetória de décadas na política baiana e nacional, ocupa atualmente a liderança do governo no Senado, o que confere ao caso uma alta sensibilidade política.
A Operação Compliance é vista por especialistas em segurança pública como um desdobramento de esforços para moralizar o mercado de capitais e garantir que as normas de conformidade sejam rigorosamente seguidas. O setor bancário brasileiro é um dos mais regulados do mundo, mas lacunas na fiscalização de instituições de médio porte têm sido alvo constante de inquéritos federais nos últimos cinco anos.
Próximos passos
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Após a realização do depoimento de Jaques Wagner, a Polícia Federal deverá elaborar um relatório parcial para ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o parlamentar possui foro por prerrogativa de função. Caso novas evidências surjam, o relator do caso na corte poderá autorizar a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. A expectativa é que o depoimento ocorra na próxima semana, sob forte esquema de segurança e sigilo de justiça.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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