Pintor sobrevive após queda do sétimo andar de prédio no Paraná
Trabalhador escapa de tragédia em Pato Branco após falha em equipamento. Uso de itens de segurança foi determinante para evitar ferimentos graves na queda.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 14:423 min de leitura

Equipamento de proteção individual evita tragédia e trabalhador sofre apenas escoriações leves após acidente em altura.
Um pintor de 34 anos sobreviveu a uma queda do sétimo andar de um edifício residencial nesta tarde, em Pato Branco, na região Sudoeste do Paraná. O acidente ocorreu enquanto o profissional realizava a manutenção da fachada do imóvel, mobilizando equipes de resgate e atraindo a atenção de moradores da área central da cidade.
Dinâmica do acidente
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o trabalhador estava posicionado em uma cadeirinha suspensa quando houve uma falha mecânica no sistema de sustentação. O impacto direto contra o solo foi evitado porque os dispositivos de segurança, conhecidos como trava-quedas, funcionaram parcialmente, reduzindo a velocidade da descida e impedindo uma queda livre total de aproximadamente 21 metros de altura.
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Testemunhas relataram que o susto foi imenso, mas o profissional conseguiu atingir o solo consciente. Os socorristas do Siate realizaram o atendimento inicial no local e confirmaram que, apesar da gravidade do cenário, o homem não apresentava fraturas expostas ou lesões internas aparentes no momento do resgate. Ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exames complementares de imagem.
Fiscalização e normas de segurança
A equipe técnica do Corpo de Bombeiros enfatizou que a utilização correta do Cinturão de Segurança e da corda de vida foi o fator determinante para a preservação da vida do operário. Em acidentes desta magnitude, a ausência de equipamentos de proteção individual frequentemente resulta em vítimas fatais. O local da obra deve passar por uma inspeção para identificar se houve desgaste natural dos cabos ou falha humana na montagem da estrutura.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e o Ministério do Trabalho reforçam que atividades acima de dois metros de altura exigem rigoroso cumprimento da NR-35, norma que estabelece os requisitos de proteção para este tipo de serviço. O estado de saúde do pintor é considerado estável, e ele permanece sob observação médica apenas por precaução devido ao impacto emocional e físico do incidente.
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Contexto
O setor da construção civil no Paraná tem registrado um aumento na fiscalização de obras verticais. Dados recentes apontam que as quedas de altura ainda representam uma das principais causas de afastamento laboral no Brasil. Em cidades de médio porte como Pato Branco, o crescimento imobiliário acelerado tem colocado em evidência a necessidade de treinamento constante para profissionais autônomos e empresas de manutenção predial.
Historicamente, incidentes em prédios com mais de cinco pavimentos apresentam baixa taxa de sobrevivência quando não há o uso de redes ou cabos de aço secundários. Este caso específico entra para as estatísticas como um exemplo de que o investimento em segurança do trabalho é a única barreira eficaz contra fatalidades em canteiros de obras.
O que esperar
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A empresa responsável pela reforma do edifício deverá apresentar um relatório técnico sobre as condições dos equipamentos utilizados no dia do acidente. A previsão é que o trabalhador receba alta hospitalar nas próximas 24 horas, enquanto as autoridades locais finalizam o boletim de ocorrência para determinar as responsabilidades civis sobre a falha no sistema de suspensão.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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