Piracicaba trata 3 bilhões de litros de esgoto com biotecnologia
Com foco em sustentabilidade, a concessionária Mirante utiliza microrganismos para purificar o esgoto de Piracicaba, eliminando o uso de produtos químicos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:523 min de leitura

Cidade do interior paulista atinge marca histórica de saneamento sustentável ao purificar resíduos hídricos através de processos naturais.
A cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, consolidou um modelo de saneamento que une eficiência operacional e proteção ao ecossistema. A concessionária Mirante, responsável pelos serviços no município, atingiu a marca de 3 bilhões de litros de esgoto tratados mensalmente. O diferencial da operação reside na exclusão de agentes químicos agressivos, priorizando o tratamento biológico para a devolução de água limpa aos mananciais da região.
Tecnologia a favor do meio ambiente
O processo adotado nas estações de tratamento utiliza a ação de microrganismos e bactérias que consomem a matéria orgânica presente nos dejetos. Segundo a concessionária Mirante, essa técnica é considerada uma das mais limpas do setor de engenharia sanitária, pois mimetiza o ciclo natural de decomposição, mas em um ambiente controlado e acelerado. Ao evitar o uso de compostos como o cloro em larga escala, a unidade garante que o efluente lançado no Rio Piracicaba não altere o pH ou a composição química da água local.
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Eficiência e volume de operação
Para gerenciar o volume massivo de 36 bilhões de litros por ano, a infraestrutura conta com sistemas de monitoramento em tempo real. Os técnicos explicam que o tratamento biológico exige um controle rigoroso de oxigenação e temperatura, garantindo que as colônias de bactérias permaneçam ativas e saudáveis. O investimento em biotecnologia tem permitido que a cidade mantenha índices de balneabilidade e preservação da fauna aquática muito superiores à média das cidades que compõem a Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Impacto na saúde pública e economia
Além do ganho ecológico, a escolha pelo método biológico reduz custos operacionais com transporte e armazenamento de substâncias perigosas. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Meio Ambiente, a melhoria na qualidade do tratamento reflete diretamente na redução de doenças de veiculação hídrica na região metropolitana. A eficiência do sistema atrai novos investimentos imobiliários e industriais, já que a segurança hídrica é um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável de Piracicaba.
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Contexto
A transição para métodos puramente biológicos em Piracicaba faz parte de um plano plurianual de metas estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento. Historicamente, o município enfrentou desafios com a poluição industrial e urbana, mas as parcerias público-privadas implementadas na última década aceleraram a construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) modernas. Hoje, a cidade é referência nacional, figurando frequentemente no topo do Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil.
O que esperar
A projeção para os próximos anos é a expansão da capacidade de tratamento para acompanhar o crescimento demográfico da Região Administrativa de Campinas. A concessionária planeja modernizar ainda mais os reatores biológicos, visando não apenas o tratamento, mas a possível reutilização da água para fins industriais e de limpeza urbana, fechando o ciclo da economia circular na gestão de recursos hídricos.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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