Polícia

Polícia Civil identifica mãe de bebê abandonada em lixeira de hospital

Adolescente de 14 anos é apontada como a responsável pelo abandono de recém-nascida em Sorocaba. Caso segue sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 17:533 min de leitura

Polícia Civil identifica mãe de bebê abandonada em lixeira de hospital
Resumo em 10 segundos

Investigação aponta que genitora é uma adolescente de 14 anos que deu à luz em banheiro de unidade de saúde.

A Polícia Civil de São Paulo confirmou nesta semana a identificação da mãe da recém-nascida encontrada dentro de uma lixeira no Hospital Evangélico, em Sorocaba. O caso, que chocou a região do interior paulista, envolve uma adolescente de 14 anos, que teria escondido a gravidez da família e realizado o parto de forma solitária nas dependências da própria unidade hospitalar.

O resgate e a descoberta

A criança foi localizada por uma funcionária da equipe de limpeza que realizava a manutenção de rotina nos banheiros do Hospital Evangélico. Ao retirar o saco plástico de um dos recipientes de descarte, a trabalhadora percebeu o movimento e o choro abafado da pequena vítima. Imediatamente, a equipe de enfermagem e neonatologia foi acionada para prestar os primeiros socorros, garantindo que a bebê fosse estabilizada e encaminhada para cuidados intensivos.

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Segundo informações da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência inicial, a recém-nascida apresentava sinais de hipotermia, mas seu quadro de saúde evoluiu positivamente após as intervenções médicas. O local foi isolado para o trabalho da perícia técnica, que buscou vestígios biológicos e imagens de câmeras de segurança para rastrear a autoria do abandono ocorrido em plena luz do dia.

A identificação da adolescente

Após o cruzamento de dados e análise do fluxo de pacientes, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) conseguiu chegar à identidade da jovem. A menor de idade, acompanhada por responsáveis legais, prestou depoimento e passou por exames clínicos. De acordo com a Polícia Civil, a investigação agora busca entender se houve auxílio de terceiros ou se a adolescente agiu sob forte pressão psicológica ou estado puerperal, fatores que podem influenciar no desfecho jurídico do caso.

O Conselho Tutelar de Sorocaba foi formalmente notificado e acompanha de perto o bem-estar da criança, que permanece sob custódia do Estado enquanto a Justiça decide sobre a destituição do poder familiar ou a entrega para adoção. A família da adolescente alegou desconhecer a gestação, afirmando que a jovem utilizava roupas largas e mantinha uma rotina aparentemente normal até o dia do incidente no hospital.

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Contexto

Casos de abandono de incapaz em unidades de saúde são monitorados com rigor pelas autoridades brasileiras. Em Sorocaba, a rede de proteção à infância reforçou que existem mecanismos legais, como a Entrega Voluntária, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que permite que a gestante entregue o bebê para adoção de forma assistida e sem criminalização, visando justamente evitar tragédias em lixeiras ou locais insalubres.

Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que o crime de abandono de recém-nascido, previsto no Artigo 134 do Código Penal, prevê penas de detenção, mas as penalidades podem ser atenuadas ou alteradas conforme a idade da infratora e as condições psíquicas comprovadas por laudos periciais especializados.

Próximos passos

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O inquérito policial deverá ser relatado ao Ministério Público nos próximos dias. A bebê continua sob observação médica e apresenta estado de saúde estável, ganhando peso e respondendo bem aos estímulos. A Justiça da Infância e Juventude deverá definir, em caráter de urgência, se a criança será encaminhada para uma família acolhedora ou se algum parente biológico de segundo grau possui condições de pleitear a guarda.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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