Polícia Civil investiga esquema de plantões fantasma em hospital de Minas Gerais
Chefe de escalas é suspeita de receber repasses ilegais de pagamentos por serviços não prestados em unidades de saúde de Rio Paranaíba e Ibiá. Documentos foram apreendidos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 15:573 min de leitura

Operação policial mira servidora suspeita de coordenar fraude em escalas médicas e desviar recursos públicos no interior mineiro.
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou uma operação para desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão de escalas de trabalho em unidades de saúde do estado. A principal investigada é uma chefe de escalas, suspeita de operacionalizar um sistema de plantões fantasma. De acordo com as investigações preliminares, a funcionária recebia parte do pagamento destinado a profissionais por turnos que nunca foram efetivamente cumpridos, gerando prejuízo aos cofres públicos e comprometendo o atendimento à população.
Detalhes da ofensiva policial
Durante a ação, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos localizados nos municípios de Rio Paranaíba e Ibiá. A ofensiva resultou no recolhimento de um computador, cinco pen drives e uma pasta com documentos administrativos confidenciais. Todo o material passará por uma perícia técnica minuciosa para identificar o volume financeiro desviado e confirmar a participação de outros envolvidos na estrutura criminosa.
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O funcionamento do esquema
As autoridades apontam que a fraude consistia na inserção de nomes em planilhas de trabalho para horários em que não havia prestação de serviço. Após o depósito dos valores pela administração hospitalar, uma parcela do dinheiro era supostamente redirecionada para a chefe de escalas, que detinha o controle sobre quem seria escalado. Segundo a Polícia Civil, a análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos deve revelar conversas e registros financeiros que comprovem a dinâmica da rachadinha de plantões.
Impacto na saúde pública
O caso gera forte indignação nas cidades de Rio Paranaíba e Ibiá, uma vez que a ausência de profissionais que constavam nominalmente nas escalas pode ter afetado o tempo de espera e a qualidade do suporte médico aos pacientes. A investigação busca agora determinar se médicos e outros servidores tinham conhecimento de que seus nomes eram usados para viabilizar os pagamentos indevidos ou se havia um acordo de divisão de valores estabelecido entre as partes.
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Contexto
A fiscalização de jornadas de trabalho em hospitais públicos tem sido um desafio recorrente para os órgãos de controle em Minas Gerais. Casos semelhantes de falsidade ideológica e peculato já foram registrados em outras regiões do estado, levando prefeituras a adotarem sistemas de biometria e auditorias externas. Em 2024, o rigor das investigações contra crimes contra a administração pública foi intensificado para evitar que verbas carimbadas para a saúde sejam drenadas por esquemas de corrupção interna.
Próximos passos
Com o material apreendido em mãos, os investigadores devem convocar a servidora e os profissionais citados nas escalas sob suspeita para prestarem depoimento nos próximos dias. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por corrupção passiva, peculato e improbidade administrativa. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de novas fases da operação para identificar se o esquema possui ramificações em outras cidades da região do Alto Paranaíba.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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