Polo Industrial de Manaus fatura R$ 121,8 bilhões no primeiro semestre
O faturamento da Zona Franca de Manaus cresceu quase 10% nos primeiros seis meses de 2026, impulsionado pelos setores de informática e eletroeletrônicos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 16:373 min de leitura

Crescimento de 9,92% consolida a recuperação econômica do parque fabril amazonense nos primeiros seis meses do ano.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho financeiro robusto, atingindo a marca de R$ 121,8 bilhões em faturamento. O montante representa uma alta significativa em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando as indústrias locais movimentaram R$ 110,8 bilhões. Os dados, consolidados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), apontam para uma estabilização da produção e um aumento na demanda interna por bens de consumo duráveis.
Setores que impulsionaram o resultado
O avanço nas cifras foi puxado, majoritariamente, pelos segmentos de bens de informática e eletroeletrônicos, que apresentaram uma renovação tecnológica acelerada neste início de 2026. De acordo com o balanço oficial, a produção de tablets, smartphones e computadores registrou um incremento de dois dígitos, refletindo investimentos em linhas de montagem automatizadas. Outro destaque positivo foi o setor de duas rodas, que mantém a cidade de Manaus como o principal hub de fabricação de motocicletas da América Latina.
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Impacto na geração de empregos
A performance financeira positiva reflete diretamente na manutenção e criação de postos de trabalho na capital amazonense. Durante o intervalo entre janeiro e junho, o nível de ocupação nas fábricas permaneceu acima da média histórica, garantindo estabilidade para milhares de famílias. Segundo técnicos da autarquia federal, a eficiência logística e a manutenção dos incentivos fiscais foram determinantes para que o PIM superasse a barreira dos R$ 120 bilhões ainda na metade do exercício anual.
Exportações e mercado externo
Além do mercado nacional, o braço exportador do polo também demonstrou vigor. As vendas para o exterior, destinadas principalmente a países do Mercosul e da União Europeia, contribuíram para o fechamento do caixa em patamares elevados. O fortalecimento do dólar em períodos específicos do semestre favoreceu a competitividade dos produtos manufaturados no Amazonas, permitindo que as empresas locais ampliassem sua participação em mercados internacionais estratégicos.
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Contexto
Historicamente, o Polo Industrial de Manaus atravessou períodos de oscilação devido a crises globais de suprimentos e gargalos na infraestrutura de transporte na região Norte. No entanto, o ciclo de 2026 marca uma virada de chave com a modernização do escoamento de produção pela hidrovia do Rio Amazonas e a digitalização de processos alfandegários. O crescimento de quase 10% é visto por analistas econômicos como um sinal de que a indústria nacional está retomando o fôlego após anos de reestruturação.
O que esperar
Para o segundo semestre, a expectativa da Suframa e de entidades empresariais é que o ritmo de crescimento se mantenha, especialmente com a proximidade de datas sazonais como a Black Friday e o Natal. Se a tendência atual persistir, o Polo Industrial de Manaus poderá fechar o ano de 2026 com um faturamento recorde, superando todas as projeções iniciais feitas pelo Governo Federal no início do calendário econômico.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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