Porto Alegre: Vento de 120 km/h derruba árvores e isola moradores
Temporal causado por ciclone extratropical atinge Porto Alegre com rajadas recordes, bloqueando vias e deixando moradores ilhados em diversos bairros.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 11:373 min de leitura

Bloqueios em vias urbanas e rajadas recordes de vento paralisam bairros e mobilizam equipes de emergência na capital gaúcha.
Uma tempestade severa atingiu a cidade de Porto Alegre nesta quinta-feira, deixando rastro de destruição e isolando moradores em diversas regiões. O fenômeno, impulsionado por uma frente fria conectada a um ciclone extratropical no oceano, registrou rajadas de vento que alcançaram 120,4 km/h, a maior marca aferida em todo o Rio Grande do Sul durante a passagem do sistema meteorológico.
Bloqueios e isolamento urbano
O cenário mais crítico foi registrado em vias onde a queda simultânea de vegetação de grande porte no início e no fim de quarteirões impediu completamente a circulação de veículos e pedestres. Moradores relataram momentos de tensão ao perceberem que estavam ilhados dentro de suas próprias residências, sem rotas de saída seguras. A Equipe de Manejo Arbóreo da prefeitura e o Corpo de Bombeiros foram acionados para realizar o corte e a remoção dos troncos, mas a alta demanda de ocorrências espalhadas pela capital dificultou a liberação imediata das passagens.
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Impacto do Ciclone Extratropical
De acordo com dados oficiais das estações meteorológicas, a força do vento em Porto Alegre superou as previsões iniciais, causando danos à rede elétrica e destelhamentos parciais. A formação do ciclone no oceano intensificou o gradiente de pressão, o que explica a violência das rajadas. A Defesa Civil emitiu alertas para que a população evitasse circular em áreas arborizadas, devido ao risco de novas quedas de galhos e estruturas fragilizadas pela umidade e pelo impacto mecânico do ar.
Atendimento e serviços públicos
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que dezenas de semáforos ficaram fora de operação devido à falta de energia elétrica em pontos estratégicos. Equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos priorizaram a desobstrução de vias que dão acesso a hospitais e unidades de pronto atendimento. Estima-se que centenas de árvores tenham caído em toda a Região Metropolitana, exigindo uma força-tarefa que deve se estender pelos próximos dias para a limpeza completa dos detritos.
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Contexto
O estado do Rio Grande do Sul tem enfrentado uma sequência de eventos climáticos extremos nos últimos meses. A passagem deste novo ciclone extratropical reforça o alerta das autoridades para a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de tempestades severas. Historicamente, a capital gaúcha sofre com a queda de espécimes vegetais antigos que não resistem a ventos superiores a 100 km/h, exigindo um plano de manejo mais agressivo e preventivo por parte da gestão municipal.
O que esperar
Para as próximas horas, a previsão indica que a ventania deve perder força à medida que o sistema de baixa pressão se desloca para o Atlântico Sul. No entanto, a entrada de uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em Porto Alegre e no interior do estado. As autoridades recomendam que os cidadãos mantenham a cautela e reportem situações de risco pelo número 199. A recuperação total da mobilidade urbana e o restabelecimento da energia elétrica em bairros afetados são as prioridades imediatas das equipes de campo.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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