Prefeito indiciado por exploração sexual é alvo de nova investigação de R$ 5,3 milhões

Polícia Civil apura suspeita de peculato e desvios em contratos públicos vinculados a gestor já indiciado por crimes sexuais no Piauí. Entenda os detalhes.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 13:073 min de leitura

Prefeito indiciado por exploração sexual é alvo de nova investigação de R$ 5,3 milhões
Resumo em 10 segundos

Investigação aponta que recursos públicos podem ter sido desviados para sustentar rede criminosa liderada por gestor municipal.

O Prefeito de uma cidade no interior do Piauí tornou-se o centro de uma nova ofensiva da Polícia Civil nesta semana. Após ser indiciado por exploração sexual, o político agora enfrenta acusações de peculato relacionadas a um contrato público que soma R$ 5,3 milhões. Segundo as autoridades, há indícios robustos de que o montante milionário tenha sido utilizado para custear atividades ilícitas e manter esquemas de influência no estado.

Esquema milionário sob suspeita

As diligências coordenadas pela Delegacia Geral revelam que o contrato de R$ 5,3 milhões possui irregularidades graves em sua execução. De acordo com o delegado-geral Luccy Keiko, a suspeita é de que parte desse valor tenha sido drenada dos cofres públicos por meio de notas fiscais superfaturadas ou serviços nunca prestados. O foco da perícia agora recai sobre a empresa contratada e o fluxo financeiro que liga o tesouro municipal às contas pessoais de envolvidos no caso de abuso.

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A conexão com os crimes sexuais

O que torna o caso ainda mais complexo é a possível triangulação entre o desvio de verbas e o crime de exploração sexual. Investigadores trabalham com a hipótese de que o dinheiro público servia como moeda de troca para aliciar vítimas e garantir o silêncio de testemunhas. O indiciamento por peculato reforça a tese de que a estrutura da prefeitura foi instrumentalizada para fins particulares e criminosos durante o mandato do gestor investigado.

O que dizem as autoridades

Em declaração oficial, o delegado Luccy Keiko afirmou que o inquérito avançou significativamente após o cruzamento de dados bancários e depoimentos colhidos nos últimos 30 dias. A Polícia Civil destaca que o indiciamento é um passo crucial para a responsabilização criminal, uma vez que as provas de má gestão deliberada são contundentes. A defesa do prefeito, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que todos os contratos seguiram a Lei de Licitações.

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Contexto

Este desdobramento ocorre em um momento de forte pressão sobre as administrações municipais no Piauí. O estado tem intensificado o combate à corrupção sistêmica, especialmente quando envolve crimes contra a dignidade sexual. O histórico de operações recentes mostra que o Ministério Público e a Polícia Civil estão atuando de forma conjunta para desarticular núcleos políticos que utilizam o poder público como fachada para organizações criminosas.

Próximos passos

O processo agora segue para o Poder Judiciário, que deverá analisar o pedido de afastamento cautelar do cargo e a quebra definitiva de sigilos. Caso as acusações sejam confirmadas, o prefeito poderá perder o mandato e enfrentar penas que, somadas, ultrapassam os 20 anos de reclusão. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) também foi acionado para realizar uma auditoria específica no contrato de R$ 5,3 milhões.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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