PRF e polícias apreendem caminhonetes adulteradas em Santarém
Operação conjunta no Oeste do Pará resulta na apreensão de veículos com sinais de clonagem. Ação da PRF, PM e Polícia Civil mira crimes de receptação na região.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 16:373 min de leitura

Forças de segurança intensificam fiscalização no Oeste do Pará para combater o mercado ilegal de veículos clonados e roubados.
Uma operação integrada coordenada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de duas caminhonetes com indícios graves de adulteração na cidade de Santarém, no Pará. A ação, realizada nesta semana, contou com o apoio estratégico da Polícia Militar e da Polícia Civil, focando no monitoramento de vias de grande circulação para identificar automóveis que circulam com placas frias ou números de chassi modificados.
Detalhes das apreensões
Durante o bloqueio montado pelas equipes, os agentes abordaram os veículos e, após uma inspeção técnica minuciosa, constataram que os elementos identificadores não correspondiam aos registros originais de fábrica. Segundo a PRF, as caminhonetes apresentavam sinais claros de manipulação mecânica e química nos caracteres do chassi e do motor, técnica comumente utilizada por criminosos para dar aparência de legalidade a veículos provenientes de roubo ou furto.
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Os condutores foram questionados sobre a procedência dos bens, mas as justificativas apresentadas não foram suficientes para sanar as irregularidades detectadas. Diante do flagrante de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, os automóveis foram imediatamente guinchados e encaminhados para a delegacia local, onde passarão por perícia técnica especializada para determinar a origem real das peças e das carrocerias.
O combate ao crime de receptação
De acordo com a Polícia Civil, operações deste porte são fundamentais para desarticular quadrilhas que atuam no mercado de receptação em todo o estado. O uso de caminhonetes é visado por criminosos devido ao alto valor de revenda e à facilidade de circulação em áreas rurais e de difícil acesso no interior paraense. A integração entre as diferentes esferas da segurança pública permite um cruzamento de dados mais ágil, facilitando a localização de veículos que foram subtraídos em outras regiões do Brasil.
As autoridades alertam que o comprador de um veículo com preço muito abaixo do mercado ou com documentação duvidosa pode responder criminalmente. A fiscalização em Santarém deve ser mantida por tempo indeterminado, com foco especial nas rotas de escoamento que ligam o Pará aos estados vizinhos, onde a circulação de frotas irregulares costuma ser mais intensa durante períodos de safra e movimentação econômica.
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Contexto
A região de Santarém tem se tornado um ponto estratégico para o monitoramento rodoviário devido à sua posição geográfica privilegiada entre a BR-163 e o Rio Amazonas. Dados da segurança pública indicam que o número de veículos recuperados na região cresceu nos últimos 12 meses, reflexo do investimento em tecnologias de leitura de placas e na capacitação de agentes para identificar fraudes complexas que, a olho nu, passariam despercebidas por motoristas comuns.
O crime de clonagem, ou "dublê", é um dos principais desafios enfrentados pelas rodovias federais. Criminosos utilizam dados de veículos em situação regular para mascarar carros idênticos que foram retirados de seus donos originais de forma violenta. No Pará, as penas para quem adultera ou conduz veículos nessas condições podem chegar a seis anos de reclusão, além de multas pesadas aplicadas pelo Poder Judiciário.
Próximos passos
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Os veículos apreendidos aguardam agora o laudo final da Polícia Científica para que os verdadeiros proprietários sejam notificados e possam reaver seus bens. Os motoristas envolvidos na ocorrência prestaram depoimento e as investigações seguem para identificar se há uma oficina ou pátio clandestino operando as modificações na região de Santarém. A PRF reforça que denúncias sobre veículos suspeitos podem ser feitas anonimamente através do número 191.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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