PRF intercepta estrangeiros em carro roubado na Rodovia Presidente Dutra

Cinco homens foram detidos em Barra Mansa durante fiscalização da PRF. Veículo híbrido clonado tinha registro de roubo e era conduzido por marroquino.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 10:493 min de leitura

PRF intercepta estrangeiros em carro roubado na Rodovia Presidente Dutra
Resumo em 10 segundos

Ação da Polícia Rodoviária Federal desarticula transporte irregular em veículo clonado com placa adulterada no Sul Fluminense.

Uma operação de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de cinco homens estrangeiros na tarde desta quarta-feira, em Barra Mansa, no Rio de Janeiro. O grupo trafegava pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) a bordo de um veículo híbrido que apresentava sinais claros de adulteração. Durante a abordagem no km 273, os agentes constataram que o automóvel possuía um registro ativo de roubo na capital fluminense, circulando com placas clonadas para evitar a fiscalização eletrônica.

Detalhes da abordagem policial

Ao darem ordem de parada ao condutor, os policiais iniciaram uma vistoria técnica detalhada nos elementos de identificação do carro. De acordo com a PRF, o motorista é um cidadão de nacionalidade marroquina, que transportava outros quatro passageiros. O grupo era composto por indivíduos naturais da África do Sul, da Arábia Saudita e da Síria. A diversidade de nacionalidades e a situação irregular do veículo despertaram a atenção das autoridades, que realizaram buscas minuciosas no interior do automóvel em busca de ilícitos ou armamentos.

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Identificação de fraude veicular

O cruzamento de dados nos sistemas de segurança revelou que o carro original havia sido subtraído de seu proprietário legítimo na cidade do Rio de Janeiro. Os criminosos utilizaram a técnica de clonagem, instalando placas de um veículo com características idênticas, mas em situação legal, para ludibriar as autoridades. O motorista marroquino não apresentou documentação que comprovasse a procedência lícita do bem, o que configurou, em tese, o crime de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Encaminhamento jurídico dos envolvidos

Após o flagrante, todos os ocupantes foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Barra Mansa (90ª DP). A autoridade policial solicitou o apoio da Polícia Federal para verificar a situação migratória de cada um dos detidos, visando confirmar se a permanência deles em território brasileiro está regularizada. O veículo foi apreendido e passará por perícia técnica antes de ser devolvido ao verdadeiro dono. Os estrangeiros prestaram depoimento com o auxílio de tradutores para esclarecer o destino da viagem e a origem da contratação do transporte.

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Contexto

A Rodovia Presidente Dutra é um dos principais eixos de escoamento e deslocamento entre as regiões Sudeste e Sul do país, sendo frequentemente utilizada por rotas de transbordo de mercadorias e veículos ilícitos. O trecho de Barra Mansa é considerado estratégico pela segurança pública, pois serve como conexão entre o Rio de Janeiro e São Paulo, facilitando a movimentação de grupos que tentam escapar do cinturão de fiscalização das metrópoles.

Estatísticas da segurança viária apontam que a recuperação de veículos clonados cresceu significativamente no último ano, graças ao uso de sistemas de monitoramento inteligente e à integração de dados entre as forças estaduais e federais. O uso de veículos híbridos e de alto valor comercial em atividades criminosas tem se tornado uma tática comum para tentar passar despercebido por barreiras policiais, simulando um perfil de condutor de classe alta ou executivo.

O que esperar

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Os detidos aguardam a conclusão do inquérito e a decisão da Justiça Federal sobre a manutenção da prisão ou possível deportação, caso sejam encontradas irregularidades graves em seus vistos. A investigação agora busca identificar se o grupo faz parte de uma rede maior de tráfico de pessoas ou se o condutor operava de forma isolada como transportador clandestino em veículos roubados.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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