Professor de jiu-jítsu é preso em Manaus por suspeita de estupro de aluna

A Polícia Civil do Amazonas deteve um instrutor de artes marciais acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos dentro de uma academia na capital.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:183 min de leitura

Professor de jiu-jítsu é preso em Manaus por suspeita de estupro de aluna
Resumo em 10 segundos

Ação policial ocorreu durante o expediente do instrutor em centro de treinamento na capital amazonense.

Agentes da Polícia Civil do Amazonas cumpriram, nesta semana, um mandado de prisão contra um professor de jiu-jítsu suspeito de estupro de vulnerável em Manaus. O homem, que não teve a identidade revelada para preservar a vítima, foi detido no interior de uma academia enquanto realizava suas atividades profissionais. O crime teria ocorrido no final de 2025, envolvendo uma aluna de apenas 14 anos de idade, que frequentava as aulas ministradas pelo investigado.

Detalhes da investigação policial

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) aponta que os abusos teriam sido praticados aproveitando-se da relação de confiança entre mestre e aprendiz. Segundo as autoridades, o crime ocorreu em um contexto onde a jovem estava sob a tutela técnica do agressor. O mandado foi expedido após a coleta de depoimentos e evidências que corroboraram a denúncia apresentada pela família da vítima logo após o ocorrido no segundo semestre do ano passado.

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Durante a abordagem na zona urbana de Manaus, o suspeito não ofereceu resistência. A Polícia Civil informou que o monitoramento do instrutor foi essencial para garantir que a prisão ocorresse sem colocar outros alunos em risco. O caso gerou forte comoção entre os frequentadores da unidade esportiva, uma vez que o profissional era uma figura conhecida na comunidade local de artes marciais.

Procedimentos jurídicos e proteção à vítima

Após a detenção, o homem foi encaminhado para a sede da especializada para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, levado à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A tipificação de estupro de vulnerável prevê penas severas no Código Penal Brasileiro, especialmente quando há o agravante de autoridade sobre a vítima. O nome da academia foi mantido em sigilo pelos investigadores para evitar retaliações e proteger a integridade da adolescente.

A vítima está recebendo acompanhamento psicológico por meio da rede de assistência estadual. A Delegacia Especializada reforçou a importância de que pais e responsáveis fiquem atentos a mudanças repentinas de comportamento em jovens que praticam atividades extracurriculares. A denúncia formalizada pela família foi o ponto de partida crucial para que o Ministério Público e a Justiça do Amazonas pudessem agir com rapidez no caso.

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Contexto

O estado do Amazonas tem registrado um aumento na fiscalização de academias e centros esportivos para garantir a segurança de menores de idade. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que a cooperação entre estabelecimentos e órgãos de controle é fundamental para identificar desvios de conduta de profissionais que possuem contato direto com o público infantojuvenil. Casos envolvendo instrutores de esportes de contato são tratados com prioridade devido à vulnerabilidade física e emocional dos alunos.

Historicamente, o crime de estupro contra menores no Brasil possui uma das maiores taxas de subnotificação, o que torna a prisão deste professor em Manaus um marco importante para encorajar novas denúncias. A Polícia Civil mantém canais abertos, como o Disque 100, para o recebimento de informações anônimas sobre abusos em ambientes escolares ou esportivos.

Próximos passos

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O inquérito policial deverá ser concluído nos próximos dias e enviado ao Tribunal de Justiça do Amazonas. O suspeito aguardará o julgamento em regime fechado, enquanto a defesa poderá solicitar Habeas Corpus, o que será analisado pelos desembargadores. A expectativa é que novas testemunhas sejam ouvidas para verificar se houve outras vítimas durante o período em que o professor atuou na capital.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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