Protesto interdita BR-422 no Pará por transferência de paciente
Manifestantes da comunidade Joana Peres bloqueiam a rodovia BR-422, em Baião, exigindo a remoção urgente de um paciente internado há 23 dias na região.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 12:513 min de leitura

Moradores da comunidade Joana Peres bloqueiam rodovia no sudeste paraense exigindo vaga em leito de alta complexidade para paciente em estado grave.
Na manhã desta terça-feira, um grupo de manifestantes interrompeu totalmente o fluxo de veículos na BR-422, no trecho que corta o município de Baião, no Pará. O protesto, organizado por familiares e vizinhos de um paciente que aguarda transferência hospitalar há 23 dias, utilizou galhos e pneus para impedir a passagem. O objetivo do ato é pressionar o governo estadual a viabilizar a remoção imediata do enfermo, que apresenta quadro clínico delicado e necessita de cuidados que a unidade local não suporta.
O impasse na rodovia
Os manifestantes da localidade de Joana Peres afirmaram que a interdição é por tempo indeterminado e que a via só será liberada após a confirmação oficial da transferência. A fila de veículos na BR-422 atingiu quilômetros de extensão, afetando o transporte de carga e passageiros que circulam entre o Sudeste do Pará e a capital. Segundo lideranças do movimento, o paciente está retido em uma unidade de saúde de baixo suporte, enquanto seu estado de saúde se deteriora progressivamente pela falta de especialistas e equipamentos adequados.
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Resposta das autoridades de saúde
Em nota técnica, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que a Central de Regulação já finalizou a reserva de um leito para o paciente em uma unidade de referência em Belém. A Sespa destacou que a transferência depende agora das condições de estabilização do enfermo para o transporte aeromédico ou por ambulância UTI. A administração estadual ressaltou que a busca por vagas obedece a critérios técnicos de gravidade e disponibilidade na rede pública, que enfrenta alta demanda nos últimos meses.
Impacto no tráfego regional
A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar foram acionadas para monitorar a situação e tentar mediar o desbloqueio da pista. Até o momento, o clima é de tensão, mas não houve registro de confrontos diretos entre policiais e civis. A rodovia BR-422 é considerada um corredor logístico vital para o escoamento de produtos agrícolas e para a conexão de municípios como Tucuruí e Cametá, tornando a interdição um ponto crítico para a economia da zona paraense.
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Contexto
A crise na regulação de leitos no Pará é um problema recorrente que afeta principalmente moradores do interior do estado. A dependência de grandes centros como Belém e Ananindeua para atendimentos de média e alta complexidade gera esperas que, em muitos casos, superam os 20 dias. De acordo com dados de conselhos de saúde, a logística de transporte de pacientes em áreas remotas da Amazônia é um dos maiores desafios para a gestão pública atual.
O que esperar
A expectativa é que a rodovia seja desobstruída assim que a ambulância para a remoção chegue ao hospital onde o paciente está internado. A Sespa garantiu que o deslocamento deve ocorrer nas próximas horas, dependendo apenas da logística de transporte. Familiares permanecem no local do bloqueio aguardando um documento oficial que comprove a admissão do paciente no hospital de destino na capital paraense.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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