PSOL oficializa Afrânio Boppré na disputa pelo Senado em Santa Catarina
Em convenção estadual, o PSOL confirmou a candidatura de Afrânio Boppré ao Senado, integrando aliança estratégica com PSB e PT nas eleições catarinenses.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 21:503 min de leitura

Sigla define estratégia eleitoral e consolida aliança com partidos de esquerda para a composição da chapa majoritária no estado.
O cenário político catarinense ganhou uma definição oficial nesta terça-feira (21), com a confirmação de Afrânio Boppré como o candidato do PSOL ao Senado Federal. A decisão foi ratificada durante a convenção estadual do partido, estabelecendo a participação da legenda em uma coligação que busca unificar forças progressistas em Santa Catarina. O movimento insere o partido diretamente na disputa pelas duas cadeiras disponíveis na câmara alta do Legislativo.
A composição da frente partidária
O lançamento da candidatura de Afrânio Boppré não ocorre de forma isolada, mas como parte de um arranjo político amplo. O nome do psolista integra a chapa que oferece suporte à candidatura de Gelson Merísio (PSB) para o cargo de governador de Santa Catarina. A estratégia visa criar um palanque diversificado, unindo diferentes espectros da esquerda e centro-esquerda para enfrentar os grupos políticos tradicionais do estado nas urnas.
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Ao lado de Boppré, a chapa majoritária conta também com a presença de Décio Lima (PT), que disputará a outra vaga ao Senado. Essa dobradinha entre PSOL e PT para as cadeiras de senadores é vista por analistas políticos como uma tentativa de maximizar o alcance de votos entre o eleitorado mais ideológico, enquanto a cabeça da chapa, liderada pelo PSB, busca dialogar com setores mais amplos da sociedade catarinense.
Perfil e trajetória do candidato
A escolha de Afrânio Boppré reflete a aposta do PSOL em um nome com histórico de atuação no estado. O candidato, que já ocupou cargos públicos e possui base eleitoral consolidada na região da Grande Florianópolis, terá o desafio de nacionalizar o debate durante a campanha. Entre as bandeiras defendidas pela candidatura estão a justiça social, o fortalecimento dos serviços públicos e a oposição às reformas econômicas implementadas nos últimos anos em âmbito federal.
Durante a convenção realizada nesta terça-feira, lideranças partidárias enfatizaram que a candidatura representa uma alternativa viável para representar os interesses dos trabalhadores catarinenses em Brasília. A expectativa da legenda é que a aliança majoritária consiga romper a polarização local e garantir uma representatividade mais plural para Santa Catarina no Congresso Nacional a partir do próximo ano.
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Contexto
As eleições para o Senado em Santa Catarina costumam ser marcadas por disputas acirradas, onde a força regional das coligações define o sucesso dos candidatos. Em 2024, a renovação de duas cadeiras abre um espaço estratégico para que partidos menores, como o PSOL, tentem furar a hegemonia de grandes blocos. O histórico recente mostra que a unidade entre PT, PSB e PSOL tem sido uma tendência nacional para fortalecer candidaturas em estados de perfil conservador.
A movimentação política em Santa Catarina ocorre em um momento de intensa articulação partidária, onde o prazo final das convenções pressiona os grupos a definirem seus nomes. A entrada de Afrânio Boppré na disputa altera o cálculo eleitoral dos adversários, que agora precisam considerar uma frente de esquerda unificada e com nomes conhecidos do grande público catarinense.
O que esperar
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Com a oficialização do nome de Afrânio Boppré, a campanha deve agora focar na estruturação das bases no interior do estado e na produção de materiais para o horário eleitoral gratuito. O próximo passo será o registro oficial das candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), dando início formal ao período de propaganda onde o grupo testará a aceitação da aliança entre Merísio, Décio e Boppré perante o eleitorado.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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