Polícia

Quadrilha que usava redes sociais para roubar relógios de luxo é identificada

Grupo monitorava vítimas no interior paulista para roubar itens avaliados em R$ 100 mil. Inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público nesta segunda-feira.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 16:403 min de leitura

Quadrilha que usava redes sociais para roubar relógios de luxo é identificada
Resumo em 10 segundos

Investigação revela que criminosos monitoravam perfis de alto padrão para planejar assaltos à mão armada em São José do Rio Preto.

A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, concluiu a identificação de uma organização criminosa especializada no roubo de relógios de luxo. A quadrilha, que utilizava o monitoramento de redes sociais para escolher seus alvos, focava em acessórios de grifes internacionais avaliados em até R$ 100 mil. Os inquéritos detalhando a atuação do bando foram oficialmente encaminhados ao Ministério Público nesta segunda-feira (20).

Como o grupo criminoso atuava

O bando operava de forma estratégica, realizando uma verdadeira triagem digital antes de partir para a execução dos crimes. Segundo as investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os suspeitos acompanhavam a rotina de pessoas que ostentavam bens de alto valor na internet. Após identificar o alvo e o modelo do relógio, os criminosos realizavam o acompanhamento físico da vítima pelas ruas da cidade paulista. Os assaltos ocorriam majoritariamente em plena luz do dia, aproveitando momentos de distração em semáforos ou na chegada a estabelecimentos comerciais.

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Para garantir o sucesso da fuga e dificultar o rastreamento, a quadrilha contava com uma estrutura logística composta por carros e motos. Enquanto um integrante realizava a abordagem armada, outros comparsas davam cobertura em veículos que circulavam nas proximidades. A rapidez das ações e o uso de motocicletas permitiam que os assaltantes evadissem rapidamente por avenidas de grande fluxo em São José do Rio Preto, deixando poucas pistas imediatas para as guarnições de patrulhamento.

O avanço das investigações policiais

A operação que desmantelou o esquema baseou-se no cruzamento de dados de inteligência e na análise de câmeras de segurança de diversos bairros nobres. Com a identificação dos envolvidos, a Polícia Civil conseguiu reunir provas robustas sobre a participação de cada membro na hierarquia do grupo. O relatório enviado ao Ministério Público aponta que os bens roubados eram rapidamente escoados para um mercado paralelo de receptadores, muitas vezes fora da região do noroeste paulista, o que dificultava a recuperação dos objetos.

Contexto

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O aumento na modalidade de roubos de relógios de luxo, conhecidos no meio policial como crimes contra a 'gangue do Rolex', tem colocado autoridades de segurança em alerta em todo o estado de São Paulo. O uso de ferramentas digitais para mapear o patrimônio das vítimas reflete uma modernização das práticas criminosas, onde a exposição em plataformas como Instagram e Facebook torna-se um fator de risco para moradores de condomínios de alto padrão e frequentadores de áreas nobres.

Somente no último ano, o interior do estado registrou um crescimento nos crimes de oportunidade contra o patrimônio de luxo. As autoridades reforçam que o compartilhamento de rotinas em tempo real facilita a ação desses grupos, que muitas vezes vêm da Capital ou de outras regiões metropolitanas para agir em cidades menores, acreditando em uma fiscalização menos intensa. A conclusão deste inquérito em São José do Rio Preto é vista como um passo fundamental para desarticular braços dessas organizações que migram para o interior.

Próximos passos

Com o envio do caso ao Ministério Público, cabe agora aos promotores analisar as provas para oferecer a denúncia formal à Justiça. Se condenados, os suspeitos podem responder por crimes de roubo majorado e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 15 anos de reclusão. As forças de segurança continuam as buscas para localizar os bens subtraídos e identificar possíveis receptadores que financiavam a operação do grupo.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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