Raquel Lyra denuncia 'gabinete do ódio' após transferências via PIX
Governadora de Pernambuco registra boletim de ocorrência por fraude digital envolvendo vídeo falso e depósitos suspeitos após divulgação de bens no TSE.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 16:573 min de leitura

Chefe do Executivo estadual aciona a Polícia Civil após ser alvo de movimentações financeiras atípicas e circulação de deepfake nas redes sociais.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos após receber diversas transferências via PIX de origem desconhecida em sua conta pessoal. O episódio ocorreu logo após a divulgação pública de sua declaração de bens pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), documento obrigatório para o pleito de 2024. Além dos depósitos, a gestora denunciou a circulação de um vídeo manipulado por inteligência artificial onde sua imagem pede dinheiro a eleitores.
Ação coordenada e fraude digital
De acordo com a equipe jurídica da governadora, o ataque configura uma tentativa clara de desestabilização política e fraude eleitoral. O esquema teria começado com a exposição de dados bancários contidos nos sistemas oficiais do Judiciário, permitindo que terceiros realizassem depósitos de valores variados. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações buscam identificar os CPFs vinculados aos envios e a autoria do material audiovisual falso que simula a voz e a estética da política.
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Denúncia de 'gabinete do ódio'
Em pronunciamento sobre o caso, Raquel Lyra classificou a ofensiva como uma operação orquestrada por um gabinete do ódio financiado por adversários políticos. A governadora destacou que o uso de deepfakes para solicitar recursos financeiros é uma tática criminosa que visa confundir a população e manchar sua reputação ética. Os advogados da gestora já solicitaram a remoção imediata dos conteúdos fraudulentos das plataformas digitais e a quebra de sigilo de perfis que impulsionaram as fake news.
Segurança de dados e o papel do TSE
O incidente levanta um debate urgente sobre a exposição de dados sensíveis de candidatos durante o período de campanha. Embora a transparência patrimonial seja uma exigência da Lei Eleitoral, a facilidade com que criminosos utilizaram as informações para aplicar golpes preocupa autoridades de segurança. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) reforçou que monitora ataques cibernéticos e que o uso de inteligência artificial para desinformação pode resultar em cassação de registro e sanções penais severas aos envolvidos.
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Contexto
O cenário de crimes cibernéticos contra figuras públicas no Brasil apresentou um crescimento de 40% no último ano, especialmente em períodos que antecedem votações. O estado de Pernambuco tem sido um dos focos de disputas acirradas no campo digital, onde o uso de robôs e perfis inautênticos tenta pautar o debate público. Casos semelhantes de transferências forçadas já foram registrados contra outros gestores no Nordeste, visando criar falsas evidências de irregularidades financeiras ou enriquecimento ilícito.
Próximos passos
A Polícia Federal poderá ser acionada caso as investigações apontem para uma rede interestadual de ataques contra instituições democráticas. Enquanto isso, a defesa de Raquel Lyra informou que todos os valores recebidos indevidamente via PIX serão depositados em conta judicial ou devolvidos conforme orientação das autoridades bancárias. O objetivo é garantir que não haja qualquer brecha para questionamentos sobre a contabilidade da campanha ou da vida privada da governadora.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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