Rio Branco enfrenta segunda-feira de transporte público reduzido com cinco linhas paradas
Capital do Acre opera com frota parcial de 59 ônibus. Decisão judicial recente permitiu retorno de veículos apreendidos, mas sistema ainda não foi normalizado.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 13:363 min de leitura

Apesar da liberação judicial de parte da frota, sistema de transporte coletivo da capital acreana opera com déficit e prejudica usuários.
O sistema de transporte público de Rio Branco iniciou a semana com limitações severas nesta segunda-feira, 20 de maio. No momento, apenas 43 das 48 linhas cadastradas no município estão realizando trajetos regulares, deixando cinco itinerários completamente desassistidos. A operação conta com um total de 59 ônibus em circulação pelas ruas da capital, número insuficiente para atender a demanda integral da população nos horários de pico.
A situação operacional das linhas
A atual configuração do sistema reflete um cenário de instabilidade que se arrasta nas últimas semanas. De acordo com a Superintendência de Transportes e Trânsito (RBTRANS), o esforço para manter a conectividade entre os bairros e o centro esbarra na falta de veículos em condições de rodagem. A ausência de atendimento em cinco linhas estratégicas força o passageiro a buscar alternativas mais caras, como transporte por aplicativos, ou a realizar longas caminhadas até pontos onde a circulação ainda é mantida.
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A logística atual prioriza os eixos de maior fluxo, mas o impacto da frota reduzida é sentido nos intervalos entre as viagens. Com apenas 59 veículos para cobrir uma malha urbana complexa, os usuários relatam esperas que ultrapassam uma hora em diversos terminais de integração. A prefeitura monitora o fluxo, mas ainda não há uma previsão exata para a cobertura total das 48 rotas originais do plano diretor de transporte.
Decisão judicial e a frota apreendida
O cenário de crise ganhou um novo capítulo após uma determinação da Justiça, que autorizou a volta de 50 ônibus que estavam retidos. Esses veículos haviam sido alvo de apreensão no final do mês de junho, o que provocou um colapso imediato no serviço à época. A liberação judicial foi fundamentada na essencialidade do serviço público, permitindo que a administração municipal e as empresas operadoras reorganizassem a logística mínima para evitar a paralisia total da cidade.
Mesmo com o retorno gradual desses ônibus, a manutenção mecânica e a regularização documental de algumas unidades impedem que todos os 50 veículos liberados estejam simultaneamente nas ruas. A RBTRANS confirmou que a prioridade é garantir a segurança dos passageiros, colocando em circulação apenas os carros que passaram por vistoria técnica rigorosa após o período de inatividade no pátio.
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Contexto
A crise no transporte de Rio Branco é um reflexo de impasses contratuais e financeiros entre o poder público e as concessionárias. Historicamente, a capital acreana enfrenta dificuldades para renovar a frota e garantir o subsídio necessário para manter a tarifa em níveis acessíveis. O episódio da apreensão de veículos em junho agravou um sistema que já operava no limite de sua capacidade operacional.
Dados da prefeitura indicam que a meta para uma operação considerada ideal seria de, no mínimo, 80 a 90 veículos ativos de forma constante. O patamar atual de 59 ônibus representa pouco mais de 65% da capacidade necessária para o pleno funcionamento da cidade, o que explica a suspensão temporária das linhas menos rentáveis ou com menor densidade de passageiros.
Próximos passos
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Para os próximos dias, espera-se que a gestão municipal finalize a revisão técnica dos veículos restantes que foram liberados judicialmente. A expectativa é que, até o final da semana, pelo menos mais três linhas sejam restabelecidas, reduzindo o impacto para os trabalhadores e estudantes. O Ministério Público acompanha o caso para garantir que o direito de ir e vir dos cidadãos de Rio Branco seja respeitado sem novos cortes abruptos no serviço.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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