Rio Branco recebe novo bispo após quase três décadas de liderança

Dom Antônio Fontinele assume a Diocese de Rio Branco neste domingo (1º). Conheça a trajetória da Igreja Católica no Acre desde a criação da Prelazia em 1920.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 01 de novembro de 2026 às 06:003 min de leitura

Rio Branco recebe novo bispo após quase três décadas de liderança
Resumo em 10 segundos

Posse de Dom Antônio Fontinele marca transição histórica no comando da Igreja Católica na capital acreana após 27 anos sob a mesma gestão.

A Diocese de Rio Branco inicia um novo capítulo em sua centenária história neste domingo, 1º de dezembro, com a cerimônia de posse de Dom Antônio Fontinele. O religioso assume o posto de 6º bispo a conduzir a instituição desde que a estrutura eclesiástica foi estabelecida na região, sucedendo um longo período de estabilidade administrativa e pastoral que durou quase três décadas no Acre.

A cerimônia e o novo pastoreio

O evento de posse, preparado para reunir milhares de fiéis na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, simboliza a renovação da fé católica na Amazônia Ocidental. Dom Antônio Fontinele chega com o desafio de dar continuidade às obras sociais e evangelizadoras em um território marcado por complexidades geográficas e sociais. A transição ocorre em um momento em que a Igreja busca fortalecer sua presença nas comunidades isoladas e nas periferias urbanas de Rio Branco.

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Trajetória e sucessão apostólica

A nomeação do novo bispo pelo Vaticano encerra um ciclo de 27 anos de uma mesma liderança, fato raro na hierarquia católica contemporânea do Brasil. Desde a criação da antiga Prelazia Acre-Purus, em 1920, apenas seis homens tiveram a responsabilidade de guiar o rebanho católico nesta porção do país. A chegada de Fontinele é vista por especialistas em teologia como um movimento de oxigenação para as paróquias que compõem a Diocese.

O legado dos antecessores

Ao longo dos últimos 104 anos, a Igreja Católica desempenhou papel fundamental na formação da identidade acreana. Os bispos anteriores enfrentaram desde a consolidação das fronteiras até os conflitos agrários que marcaram o Acre nas décadas de 70 e 80. A liderança que se despede deixa um legado de diálogo inter-religioso e defesa dos direitos humanos, pilares que Dom Antônio Fontinele prometeu manter em seus primeiros pronunciamentos oficiais antes da posse.

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Contexto

A Diocese de Rio Branco é uma das unidades administrativas mais estratégicas da Igreja Católica na região Norte. Criada originalmente como prelazia em 1920, a instituição evoluiu junto com o desenvolvimento do estado, sendo elevada ao status de diocese para atender à crescente demanda habitacional e espiritual da capital e municípios vizinhos. A estabilidade de quase 30 anos sob o comando anterior permitiu a consolidação de projetos educacionais e de saúde mantidos pela Cúria Diocesana.

O que esperar

Nos primeiros meses de gestão, Dom Antônio Fontinele deve realizar visitas pastorais às diversas regionais de Rio Branco e do interior para diagnosticar as urgências de cada localidade. A expectativa do Conselho Presbiteral é que o novo bispo anuncie, ainda no primeiro semestre de 2025, o cronograma de ações para as celebrações do jubileu e possíveis reestruturações nas pastorais sociais da Diocese.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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