Rio de Janeiro entra em Estágio 3 devido a ventos de forte intensidade

A Prefeitura do Rio elevou o nível de alerta nesta sexta-feira (7) após ventos superarem 70 km/h. O Estágio 3 indica riscos elevados à rotina da população.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 13:043 min de leitura

Resumo em 10 segundos

Aumento da velocidade dos ventos e riscos de incidentes levam prefeitura a elevar nível de alerta operacional na capital fluminense.

O município do Rio de Janeiro entrou oficialmente em Estágio 3 às 13h desta sexta-feira (7). A decisão foi anunciada pelo Centro de Operações Rio (COR) após a constatação de uma mudança significativa nas condições meteorológicas, com a previsão de rajadas de vento que podem ultrapassar os 76 km/h em diversas regiões da cidade. A medida sinaliza que ocorrências de médio e grande porte podem impactar a rotina do cidadão de forma severa.

Riscos imediatos e mobilização

A elevação do nível operacional ocorre principalmente em função da chegada de uma frente fria que altera a pressão atmosférica na Região Metropolitana. De acordo com o Sistema Alerta Rio, a ventania tem potencial para derrubar árvores, atingir a rede elétrica e causar interrupções no trânsito. Equipes da Comlurb, da Guarda Municipal e da Secretaria de Conservação foram colocadas em prontidão para atuar em pontos críticos de alagamento ou obstrução de vias públicas.

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O Estágio 3 é o terceiro em uma escala de cinco e é aplicado quando há um ou mais incidentes impactando a mobilidade urbana. A recomendação das autoridades é que a população evite permanecer embaixo de árvores ou estruturas metálicas. No Aeroporto Santos Dumont e no Aeroporto Internacional do Galeão, as operações seguem sob observação, uma vez que ventos laterais podem comprometer pousos e decolagens ao longo da tarde e noite desta sexta-feira.

Impacto no transporte e serviços

Na Ponte Rio-Niterói, a concessionária responsável já iniciou protocolos de segurança, podendo reduzir o limite de velocidade caso as rajadas atinjam níveis críticos. O Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para banhistas, desencorajando a entrada no mar devido à formação de ondas que podem chegar a 2,5 metros de altura. A Marinha do Brasil também emitiu um aviso de ressaca válido até o final do fim de semana, o que exige atenção redobrada em orlas como Copacabana, Ipanema e Leblon.

A Defesa Civil Municipal enviou alertas via SMS para milhares de moradores cadastrados no sistema de emergência. A orientação é que, em caso de rajadas muito fortes, as pessoas busquem abrigo em locais fechados e fechem bem janelas e portas. O uso de drones e a prática de esportes radicais, como o voo livre na Pedra Bonita, foram temporariamente suspensos por questões de segurança operacional até que o quadro meteorológico apresente estabilidade.

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Contexto

O sistema de monitoramento da cidade do Rio de Janeiro utiliza cinco níveis para classificar a gravidade de situações adversas. O Estágio 1 representa a normalidade, enquanto o Estágio 5 é o mais crítico, reservado para cenários de calamidade pública. A última vez que a capital atingiu o Estágio 3 foi durante o período de chuvas intensas de verão, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de fenômenos climáticos extremos.

Historicamente, o mês de junho e o início de julho costumam apresentar a passagem de frentes frias que trazem ventos do quadrante sul e sudeste. Esses ventos são conhecidos por causar quedas de temperatura bruscas e agitar o mar na costa fluminense. A prefeitura mantém o Gabinete de Crise ativado no Centro de Operações, no bairro da Cidade Nova, para coordenar a resposta rápida a qualquer chamado de emergência via canal 1746.

O que esperar

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A previsão meteorológica indica que o tempo permanecerá instável durante todo o sábado. A expectativa é que o Estágio 3 seja mantido até que a intensidade dos ventos diminua para patamares abaixo de 50 km/h. A população deve acompanhar as atualizações em tempo real pelos canais oficiais e evitar deslocamentos desnecessários em áreas arborizadas até que o alerta seja rebaixado pelos técnicos do Alerta Rio.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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