Rio de Janeiro fecha Cristo Redentor e parques por alerta de ventania
Parque Nacional da Tijuca e outros pontos turísticos do Rio suspendem atividades devido à previsão de ventos fortes de até 76 km/h. Saiba mais detalhes.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 12:353 min de leitura

Previsão de rajadas intensas de vento motiva a interrupção das atividades turísticas e esportivas em unidades de conservação da capital fluminense.
O Parque Nacional da Tijuca, que abriga o monumento do Cristo Redentor, suspendeu o acesso ao público nesta quinta-feira em razão das condições climáticas adversas previstas para a cidade do Rio de Janeiro. A medida preventiva visa garantir a integridade física de visitantes e funcionários diante do alerta de ventania emitido pelos órgãos de meteorologia, que indicam rajadas de vento que podem atingir a marca de 76 km/h em diversos pontos da região metropolitana.
Interrupção em pontos estratégicos
A suspensão das atividades não se restringe apenas ao platô do Corcovado. De acordo com a administração da reserva ambiental, locais de grande fluxo de trilheiros e turistas como a Pedra da Gávea, a Pedra Bonita e a Vista Chinesa também estão com os acessos bloqueados. O fechamento é uma resposta direta ao risco de queda de árvores e galhos, fenômeno comum em áreas de mata densa durante episódios de ventos fortes, o que representa um perigo real para quem circula por essas trilhas e mirantes.
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Além dos picos, o setor da Floresta da Tijuca e o icônico Parque Lage, no Jardim Botânico, interromperam o funcionamento. A decisão foi tomada após o monitoramento do Alerta Rio, que colocou a cidade em estágio de atenção. Autoridades municipais reforçam que a permanência em áreas abertas com vegetação alta é desaconselhável enquanto durar a vigência dos ventos de intensidade moderada a forte, que podem desestabilizar estruturas temporárias e fiação elétrica.
Impacto no turismo e logística
O fechamento impacta diretamente o cronograma de milhares de turistas que planejavam visitar as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Empresas que operam o Trem do Corcovado e as vans oficiais de transporte suspenderam as vendas e estão orientando o público sobre o reagendamento dos bilhetes. No Parque Nacional da Tijuca, equipes de fiscalização e brigadistas permanecem de prontidão para atuar em possíveis ocorrências de obstrução de vias internas, garantindo que a reabertura ocorra com segurança assim que o tempo estabilizar.
As autoridades reforçam que a medida é estritamente técnica e segue protocolos de segurança internacional para parques de montanha. A interdição temporária atinge também os praticantes de voo livre na rampa da Pedra Bonita, uma das mais famosas do mundo, onde as condições de vento tornam a decolagem extremamente perigosa. A recomendação da Defesa Civil é que a população evite estacionar veículos próximos a árvores e que o cidadão se mantenha informado pelos canais oficiais da prefeitura.
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Contexto
Episódios de ventania no Rio de Janeiro durante a transição de frentes frias são recorrentes e já causaram danos significativos em anos anteriores. Em 2023, quedas de árvores no setor Paineiras chegaram a bloquear o acesso rodoviário por mais de 24 horas, evidenciando a necessidade de protocolos rígidos de fechamento antecipado. A geografia da cidade, cercada por maciços rochosos, cria corredores de vento que potencializam a velocidade das rajadas em áreas de altitude.
O Parque Nacional da Tijuca é a unidade de conservação federal mais visitada do Brasil, recebendo anualmente mais de 3 milhões de pessoas. Por ser uma floresta urbana replantada, o monitoramento fitossanitário das árvores é constante, mas a força da natureza em eventos climáticos extremos exige a interrupção imediata do fluxo humano para evitar tragédias em pontos isolados da mata.
Próximos passos
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A reabertura das unidades de conservação e dos pontos turísticos está condicionada a uma nova avaliação técnica que será realizada na manhã desta sexta-feira. Caso a intensidade dos ventos diminua para níveis seguros, as trilhas e o acesso ao Cristo Redentor serão liberados gradativamente. Até lá, as rondas de segurança continuam intensificadas para impedir o acesso clandestino de visitantes às áreas interditadas.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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