RJ instala alarmes solares em escolas para combater furto de cabos

Nova tecnologia da Secretaria de Educação utiliza energia solar para emitir alertas imediatos contra vandalismo em unidades de ensino do Rio de Janeiro.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 12:483 min de leitura

RJ instala alarmes solares em escolas para combater furto de cabos
Resumo em 10 segundos

Iniciativa tecnológica visa garantir a continuidade das aulas ao impedir o desabastecimento elétrico causado por crimes contra o patrimônio público.

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro iniciou a implementação de um sistema inovador de alarmes alimentados por energia solar para monitorar a rede elétrica das unidades escolares. A medida busca frear a onda de furtos de cabos e fiação, um problema recorrente que interrompe o calendário letivo e gera prejuízos milionários. A primeira unidade a contar com a tecnologia foi o Ciep Brizolão 320 Ercília Antônia da Silva, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Tecnologia contra o vandalismo

O equipamento funciona de forma independente da rede elétrica convencional, o que garante sua operacionalidade mesmo quando os criminosos cortam o fornecimento de energia principal. De acordo com a Secretaria de Educação, o dispositivo utiliza sensores de alta precisão que detectam qualquer interferência na fiação externa e interna. Ao identificar uma tentativa de corte ou remoção de materiais, o sistema emite um alerta sonoro de alta potência e notifica instantaneamente a central de segurança e as autoridades policiais da região de Duque de Caxias.

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Na primeira semana de operação no Ciep Brizolão 320, a tecnologia já demonstrou eficácia. Durante a madrugada, o alarme foi acionado após uma tentativa de invasão, o que afugentou os suspeitos antes que qualquer dano estrutural fosse causado. A Polícia Militar foi acionada e realizou buscas no entorno, reforçando o patrulhamento na área. Sem o dispositivo, a escola poderia enfrentar dias de suspensão de aulas para a reposição de centenas de metros de cabos de cobre.

Expansão do monitoramento

O plano do governo estadual prevê que a instalação seja expandida para outras regiões críticas, onde o índice de criminalidade contra prédios públicos é mais elevado. O investimento em fontes renováveis para segurança escolar é visto como uma solução de baixo custo de manutenção e alta durabilidade. Segundo técnicos da Secretaria de Estado de Educação, a autonomia das baterias solares permite que o sistema funcione por até 72 horas sem incidência direta de luz solar, garantindo proteção em períodos de chuva ou nublados.

Além do alarme sonoro, o projeto contempla a instalação de placas de advertência e o reforço em caixas de passagem de energia com concreto e travas de aço. A estratégia faz parte de um pacote de segurança integrada que visa reduzir o impacto do mercado ilegal de metais na infraestrutura educacional do Rio de Janeiro. Estima-se que, apenas no último ano, as reformas para reparo de danos causados por furtos consumiram uma fatia significativa do orçamento destinado à manutenção escolar.

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Contexto

O furto de cabos elétricos tornou-se um dos principais desafios logísticos para a rede pública de ensino fluminense. Em cidades como Duque de Caxias, São Gonçalo e na capital, dezenas de colégios já registraram episódios de vandalismo que resultaram na perda de equipamentos eletrônicos e na deterioração de alimentos refrigerados nas cantinas. O uso de energia solar para fins de segurança é uma tendência que começa a ganhar força para proteger ativos públicos isolados.

Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que o cobre é o principal alvo devido ao seu alto valor de revenda em ferros-velhos clandestinos. A implementação de sistemas autônomos de vigilância surge como uma resposta necessária diante da dificuldade de manter policiamento presencial em todas as mais de mil unidades escolares do estado durante o período noturno e fins de semana.

Próximos passos

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Após o período de testes bem-sucedido na Baixada Fluminense, o governo estadual deve abrir novos processos licitatórios para adquirir mais unidades do sistema solar. A expectativa é que, até o final de 2024, outras escolas consideradas de alto risco recebam o reforço tecnológico. O monitoramento será integrado ao centro de comando da Polícia Civil para auxiliar na identificação de quadrilhas especializadas nesse tipo de delito.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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