RS em alerta máximo: tempestades com vento de 100 km/h ameaçam o estado
Inmet emite avisos de grande perigo para o Rio Grande do Sul nesta terça-feira. Previsão aponta chuvas acima de 100mm, granizo e rajadas de vento intensas.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 21:103 min de leitura

Instabilidade extrema avança sobre o território gaúcho com potencial para estragos e acumulados severos de precipitação.
O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de alto risco meteorológico nesta terça-feira, com a chegada de uma frente fria que promete provocar temporais em praticamente todas as regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o nível de atenção, emitindo alertas de grande perigo para o acumulado de chuva, que pode superar a marca dos 100 milímetros em um curto intervalo de tempo, aumentando consideravelmente as chances de alagamentos e transbordamentos de rios.
Riscos de ventos e queda de granizo
Além do volume expressivo de água, o sistema de baixa pressão traz consigo o risco de fenômenos severos. As rajadas de vento podem atingir a velocidade de 100 km/h, força suficiente para causar a queda de árvores e danos em redes elétricas. A Defesa Civil monitora a possibilidade de queda de granizo, que costuma ocorrer de forma isolada, mas com potencial para danificar telhados e plantações, especialmente nas áreas da Campanha e Fronteira Oeste.
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Atuação das autoridades e segurança
De acordo com o Inmet, a combinação de calor e umidade favorece a formação de nuvens carregadas de grande desenvolvimento vertical. As autoridades recomendam que a população evite se abrigar debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda. Em cidades como Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria, as equipes de emergência estão em prontidão para atender ocorrências relacionadas a deslizamentos de terra em encostas saturadas.
Impacto na infraestrutura urbana
O volume de chuva projetado, que em alguns pontos pode atingir 150 milímetros em menos de 24 horas, representa mais da metade da média histórica para todo o mês em determinadas regiões gaúchas. A preocupação das prefeituras recai sobre os sistemas de drenagem, que podem não suportar a vazão, gerando bloqueios em rodovias estaduais e federais, como a BR-116 e a BR-290, dificultando o tráfego de veículos e o transporte de cargas.
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Contexto
Este evento climático ocorre em um período de transição sazonal, onde o contraste térmico entre massas de ar quente e fria é mais acentuado no Sul do Brasil. O estado já vem enfrentando uma sequência de episódios de instabilidade que fragilizaram o solo, tornando a região mais suscetível a desastres naturais. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o monitoramento constante é vital para a preservação de vidas.
O que esperar
A instabilidade deve persistir até a madrugada de quarta-feira, quando a frente fria começa a se deslocar em direção ao Oceano Atlântico. A temperatura deve apresentar uma queda brusca após a passagem das chuvas, trazendo uma massa de ar polar que estabilizará o tempo, mas manterá os termômetros em níveis baixos nos próximos dias. Os moradores devem acompanhar as atualizações dos boletins meteorológicos locais.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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