Santarém recebe R$ 1,3 milhão para impulsionar a produção aquícola
Governo Federal anuncia investimento expressivo para fortalecer a aquicultura no Pará, com linhas de crédito especiais e foco no crescimento do setor regional.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 10 de agosto de 2026 às 08:243 min de leitura

Investimento federal visa modernizar a cadeia produtiva e fortalecer o protagonismo do Pará no cenário nacional da piscicultura.
O Ministério da Pesca e Aquicultura confirmou o repasse de R$ 1,3 milhão destinado ao fortalecimento do setor aquícola no município de Santarém, no oeste do Pará. O anúncio, realizado nesta semana, marca um momento estratégico para a economia local, visto que a aquicultura já superou a pesca extrativa em volume e relevância no estado. O aporte financeiro deve ser canalizado para infraestrutura e suporte técnico aos produtores da região.
Fomento e crédito facilitado
Para garantir que o montante se traduza em desenvolvimento efetivo, o governo estabeleceu condições de financiamento diferenciadas para os trabalhadores do setor. Os produtores terão acesso a linhas de crédito com taxas de juros de apenas 0,5% ao ano, um dos índices mais baixos do mercado financeiro atual. Segundo o Ministério da Pesca, essa medida visa desburocratizar a modernização dos tanques e a compra de insumos, permitindo que o pequeno e o médio produtor de Santarém aumentem sua produtividade de forma sustentável.
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Mudança no perfil econômico regional
A transição da dependência da pesca nos rios para o cultivo controlado em cativeiro é um fenômeno que vem ganhando corpo em todo o território paraense. De acordo com dados oficiais da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a produção cultivada oferece maior previsibilidade e segurança alimentar, além de reduzir a pressão sobre os estoques naturais de peixes nos períodos de defeso. Em Santarém, o novo investimento deve consolidar o município como um polo distribuidor de pescado para o Norte do Brasil.
Impacto na geração de emprego
Além do aporte direto em capital, o projeto prevê a capacitação de mão de obra local. O Governo Federal projeta que a injeção de R$ 1,3 milhão possa gerar centenas de empregos diretos e indiretos, desde a construção de novos viveiros até a logística de escoamento da produção. As autoridades destacam que o foco está na verticalização da produção, incentivando que o peixe saia de Santarém já processado, agregando valor ao produto final e aumentando a renda das famílias ribeirinhas e produtores rurais.
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Contexto
O estado do Pará tem se destacado nos últimos anos por uma transformação estrutural em sua matriz produtiva. Historicamente dependente da extração, a região viu a piscicultura crescer a taxas superiores a 10% ao ano em determinadas microrregiões. A cidade de Santarém, por sua localização privilegiada na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, é considerada um ponto logístico vital para a expansão deste mercado, atraindo a atenção de políticas públicas de fomento nacional.
O que esperar
Com a liberação dos recursos, a expectativa é que os primeiros editais e chamadas para o crédito subsidiado sejam publicados ainda neste semestre. O acompanhamento técnico ficará a cargo de órgãos de extensão rural, garantindo que o R$ 1,3 milhão seja aplicado em tecnologias que respeitem as normas ambientais vigentes. O sucesso desta etapa em Santarém poderá servir de modelo para outros municípios da Calha do Amazonas que buscam alternativas econômicas viáveis e sustentáveis.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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