Sargento suspeito de feminicídio contra capitã tinha histórico de violência
Investigações revelam que o policial militar acusado de matar a oficial já possuía registros de agressão e descumprimento de medidas protetivas contra ex-mulher.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 12:304 min de leitura

Investigação policial aponta que o sargento detido pelo assassinato da oficial já respondia por crimes previstos na Lei Maria da Penha.
O sargento da Polícia Militar apontado como o principal suspeito da morte de uma capitã da PM possuía um histórico criminal marcado por episódios de violência doméstica. Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, o investigado acumulava registros anteriores que incluíam agressões físicas e ameaças contra uma ex-companheira. O crime atual, que chocou a corporação, ocorreu nesta semana, e o militar permanece sob custódia do Estado enquanto o inquérito avança para determinar as circunstâncias exatas do feminicídio.
Histórico de agressões e medidas protetivas
De acordo com registros oficiais da Secretaria de Segurança Pública, o sargento já havia sido alvo de denúncias graves no ano de 2016. Na época, uma ex-parceira do militar registrou um boletim de ocorrência relatando ter sido vítima de violência física. O caso gerou a abertura de um processo administrativo e criminal, evidenciando um comportamento agressivo que já era de conhecimento das autoridades policiais há pelo menos oito anos.
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A situação do suspeito se agravou quando novos registros apontaram para o descumprimento de medidas protetivas de urgência. A vítima anterior relatou que, mesmo com a proibição judicial de aproximação, o sargento continuava a proferir ameaças de morte e a perseguir a mulher. Esses antecedentes agora são peças fundamentais para a Corregedoria da Polícia Militar, que analisa se houve negligência no acompanhamento psicológico ou na manutenção do porte de arma do agente.
O crime contra a capitã
O assassinato da capitã da PM é tratado como feminicídio pela força-tarefa responsável pelo caso. A oficial foi encontrada sem vida após um suposto desentendimento com o sargento, que foi preso em flagrante delito. A perícia técnica esteve no local para coletar evidências que possam ligar a arma do crime diretamente ao suspeito. O caso gerou uma onda de consternação entre os colegas de farda, uma vez que a vítima era considerada uma oficial exemplar e ocupava um cargo de comando na estrutura hierárquica.
Investigadores trabalham agora para entender se a relação entre o sargento e a capitã já era marcada por abusos. Depoimentos de testemunhas e familiares estão sendo colhidos para traçar o perfil do relacionamento. A Polícia Militar informou que abriu um procedimento administrativo disciplinar que pode resultar na expulsão definitiva do sargento da corporação, independentemente do desfecho na esfera criminal comum.
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Contexto
A violência contra a mulher dentro das forças de segurança tem se tornado um debate central nas políticas de segurança pública no Brasil. Dados recentes indicam que o acesso facilitado a armas de fogo e o estresse da profissão podem potencializar casos de violência doméstica entre agentes. Em 2023, o país registrou um aumento nos índices de feminicídio, e a reincidência de agressores que já possuem medidas protetivas é um dos maiores desafios para o sistema judiciário brasileiro.
Especialistas em segurança afirmam que o histórico de 2016 do sargento deveria ter servido como um alerta para as autoridades de comando. O descumprimento de ordens judiciais por parte de um agente da lei é considerado uma infração gravíssima, pois fere o juramento de proteção à sociedade e ao ordenamento jurídico. O acompanhamento de policiais com histórico de violência doméstica é uma demanda crescente das associações de defesa dos direitos das mulheres.
Próximos passos
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O sargento deverá passar por uma nova audiência de custódia nos próximos dias, enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa do militar ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas revelações envolvendo os crimes de 2016. O inquérito tem um prazo de 30 dias para ser concluído e enviado ao Ministério Público, que decidirá pela denúncia formal do acusado por homicídio qualificado e feminicídio.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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