Senado 2026: Santa Catarina inicia articulações para renovar duas cadeiras
Partidos em Santa Catarina oficializam pré-candidaturas ao Senado para as eleições de 2026. Confira os nomes e as estratégias das principais legendas catarinenses.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 19:533 min de leitura

Partidos políticos aceleram definições e apresentam nomes que devem disputar as duas vagas catarinenses na Câmara Alta do Congresso Nacional.
O cenário político de Santa Catarina começa a ganhar contornos definidos para as eleições de 2026, com a oficialização dos nomes que pretendem disputar as duas cadeiras disponíveis no Senado Federal. Em convenções e reuniões de cúpula realizadas nos últimos meses, as principais legendas do estado estruturam suas chapas visando o controle de postos estratégicos em Brasília. O pleito é considerado crucial para a governabilidade estadual, uma vez que as alianças para o Senado frequentemente refletem as coalizões que disputarão a Casa d'Agronômica.
As principais candidaturas e alianças
Entre os nomes confirmados pelas siglas, destaca-se a presença de políticos experientes e novas apostas que tentam capitalizar sobre o eleitorado conservador e liberal do estado. O Partido Liberal (PL), atualmente com forte capilaridade em solo catarinense, busca consolidar sua hegemonia apresentando quadros que possuem alinhamento direto com a base nacional da legenda. A estratégia é garantir que as duas vagas permaneçam sob a influência do atual grupo político que comanda o Executivo estadual, aproveitando a alta aprovação do governo local.
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Por outro lado, partidos de oposição e de centro, como o MDB e o PSD, trabalham para retomar o protagonismo histórico na representação federal. As articulações envolvem ex-governadores e parlamentares com mandatos vigentes que buscam a ascensão ao Senado. Segundo analistas políticos da região, a fragmentação da direita pode abrir espaço para candidaturas moderadas, especialmente em cidades com grande densidade eleitoral como Joinville, Florianópolis e Blumenau, onde o voto de opinião costuma ser decisivo nas urnas.
Critérios de seleção e chapas majoritárias
A escolha dos candidatos passou por um rigoroso processo de convenções partidárias, onde o tempo de televisão, o fundo eleitoral e a capacidade de aglutinação de votos foram postos à prova. De acordo com as normas da Justiça Eleitoral, cada estado renovará dois terços de sua representação no Senado em outubro de 2026. Isso significa que o eleitor catarinense terá o direito de votar em dois nomes diferentes, o que exige das siglas uma engenharia política precisa para evitar que votos internos se canibalizem e acabem favorecendo adversários de blocos ideológicos opostos.
Contexto
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Historicamente, a política de Santa Catarina apresenta uma tendência de rotatividade nas vagas federais, embora nomes de peso consigam manter hegemonias por décadas. Na última renovação de dois terços, ocorrida em 2018, o estado demonstrou uma forte inclinação pela renovação, impulsionada por ondas digitais e movimentos de base. Para o ciclo de 2026, a expectativa é que a pauta econômica e a infraestrutura das rodovias federais sejam os temas centrais dos debates entre os postulantes ao cargo de senador.
Além disso, a influência das lideranças nacionais será um fator determinante. O apoio de figuras centrais da política brasileira pode alavancar candidatos que, até então, figuravam com baixos índices nas pesquisas de intenção de voto. A composição das suplências também é monitorada de perto, já que esses cargos costumam ser usados como moeda de troca em negociações por apoio financeiro e tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
O que esperar
Com as listas de candidatos devidamente registradas e as diretrizes partidárias traçadas, o próximo passo envolve a pré-campanha nas ruas e nas redes sociais. A expectativa é que, até o início do período oficial de propaganda, os candidatos intensifiquem as viagens pelo interior do estado para consolidar bases regionais. A disputa pelas duas vagas promete ser uma das mais acirradas da história recente de Santa Catarina, servindo como um termômetro para as forças políticas que pretendem dominar o cenário estadual na próxima década.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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