Suspeita de envenenar artesã com mercúrio é indiciada por tentativa de homicídio
Após investigação de um ano, mulher é indiciada por tentar matar artesã com mercúrio em garrafa d'água. Motivação seria ciúmes, segundo a Polícia Civil.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:113 min de leitura

Investigação policial aponta que ciúmes motivaram o crime cometido contra a vítima por meio de substância tóxica em garrafa de água.
A Polícia Civil concluiu o inquérito que resultou no indiciamento de uma mulher por tentativa de homicídio qualificado contra uma artesã. O crime, ocorrido há mais de um ano, envolveu o uso de mercúrio, uma substância altamente tóxica, inserida na bebida da vítima. O caso foi finalizado após uma série de diligências que confirmaram a autoria e a materialidade da agressão em solo brasileiro.
Dinâmica do crime e provas
As investigações apontam que o crime foi meticulosamente planejado. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o desfecho do caso, pois registraram o momento exato em que a suspeita manipulava a garrafa d'água da artesã para despejar o metal líquido. De acordo com o relatório da autoridade policial, a motivação central para o ataque seria uma crise de ciúmes, relacionada a questões de convívio pessoal entre as partes envolvidas.
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Além das imagens, o processo foi robustecido por laudos periciais e exames laboratoriais que detectaram a presença de mercúrio no recipiente e no organismo da vítima. A artesã apresentou sintomas de intoxicação severa logo após o consumo, o que deu início à suspeita de crime. O tempo de conclusão do inquérito, superior a 12 meses, deveu-se à complexidade das análises químicas e à necessidade de ouvir diversas testemunhas.
O perigo da substância utilizada
Especialistas em toxicologia alertam que o mercúrio é um elemento extremamente perigoso para o corpo humano. A ingestão ou contato direto pode causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central, rins e pulmões. No caso da artesã, a rápida busca por atendimento médico foi crucial para evitar um desfecho fatal, embora o impacto psicológico e físico do atentado ainda demande acompanhamento constante.
O indiciamento por tentativa de homicídio leva em conta a intenção de matar e o uso de meio insidioso ou cruel — o veneno. A defesa da acusada ainda não se manifestou oficialmente sobre a conclusão do relatório policial, mas o caso segue agora para o Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
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Contexto
O uso de substâncias tóxicas em crimes passionais tem sido objeto de atenção das autoridades de segurança pública no Brasil. Dados recentes indicam que métodos que envolvem envenenamento dificultam a produção de provas imediatas, exigindo um trabalho de perícia técnica minucioso e demorado. Este caso específico destaca-se pela clareza das imagens obtidas, que romperam a barreira da dúvida sobre a execução do ato.
Historicamente, o crime de envenenamento é tipificado com penas severas no Código Penal, dada a impossibilidade de defesa da vítima no momento da agressão. A conclusão deste inquérito após um ano reforça a importância da persistência nas investigações de crimes contra a vida, mesmo quando a prova material depende de exames científicos complexos.
Próximos passos
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Com o envio do inquérito ao Judiciário, a expectativa é que a denúncia seja aceita nas próximas semanas. Caso condenada, a mulher pode enfrentar uma pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão, com a redução prevista pela tentativa. A vítima continua sob proteção e aguarda o início da fase de instrução processual para prestar novos depoimentos perante o juiz.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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