Tartaruga ameaçada é resgatada com ferimentos de pesca em Maceió
Animal da espécie verde foi encontrado com marcas de rede e lesões na boca na Praia da Avenida. Instituto Biota conduz a reabilitação da espécie em risco.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 15:583 min de leitura

Resgate mobiliza especialistas após animal marinho ser localizado com graves lesões causadas por atividade pesqueira no litoral alagoano.
Uma tartaruga-verde, espécie classificada como ameaçada de extinção, foi resgatada na manhã desta terça-feira na Praia da Avenida, em Maceió. O animal apresentava ferimentos visíveis na região da boca e marcas profundas de redes de pesca pelo corpo, o que indica que o réptil ficou preso em equipamentos de captura acidental. A ação de salvamento foi coordenada por técnicos do Instituto Biota de Conservação, que foram acionados por populares que passavam pela orla da capital alagoana.
O estado de saúde do animal
Após a captura segura na faixa de areia, os biólogos realizaram uma avaliação preliminar e constataram que o quadro clínico da tartaruga exige cuidados intensivos. Segundo o Instituto Biota, as lesões na boca são particularmente preocupantes, pois podem impedir a alimentação natural do animal no oceano. O espécime foi encaminhado imediatamente para a sede da instituição, onde passará por exames de imagem e exames de sangue para verificar se houve ingestão de plástico ou outros detritos comuns em áreas urbanas.
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O processo de reabilitação
O protocolo de recuperação inclui a estabilização da temperatura corporal e o tratamento das escoriações externas. De acordo com a equipe veterinária, a tartaruga permanecerá em tanques de observação até que recupere a capacidade de mergulho e flutuabilidade. O uso de redes de espera em áreas próximas à costa é apontado como a principal causa de incidentes deste tipo em Alagoas, resultando frequentemente em afogamentos ou mutilações de animais protegidos por leis ambientais federais.
Riscos à biodiversidade marinha
O incidente reforça o alerta das autoridades ambientais sobre a vulnerabilidade da fauna marinha durante este período do ano. A Polícia Militar Ambiental e órgãos de fiscalização reiteram que o uso de certos petrechos de pesca é restrito em zonas de preservação. O Instituto Biota destaca que, sem a intervenção rápida, o animal dificilmente sobreviveria aos ferimentos, uma vez que a exposição prolongada ao sol e a incapacidade de defesa o tornam alvo fácil para predadores ou infecções generalizadas.
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Contexto
A tartaruga-verde (*Chelonia mydas*) é uma das cinco espécies que ocorrem no litoral brasileiro e enfrenta sérios riscos devido à degradação do habitat e à poluição dos oceanos. Em Maceió, o monitoramento de encalhes é constante, e os dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que a pesca incidental continua sendo uma das maiores ameaças à sobrevivência desses animais em idade juvenil e adulta.
O que esperar
A expectativa é que o processo de reabilitação dure algumas semanas, dependendo da resposta do organismo aos medicamentos. Assim que apresentar condições de saúde estáveis e exames normalizados, a tartaruga será devolvida ao seu habitat natural em uma operação de soltura monitorada em mar aberto. A população pode colaborar denunciando encalhes através dos canais oficiais dos órgãos de proteção ambiental.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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