Tentativa de homicídio em Rio Preto: jovem atira contra trabalhador

Um adolescente de 17 anos disparou contra um instalador de ar-condicionado em condomínio no Jardim Itapema, em São José do Rio Preto. A polícia investiga o caso.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 14:213 min de leitura

Tentativa de homicídio em Rio Preto: jovem atira contra trabalhador
Resumo em 10 segundos

Ataque a tiros em condomínio residencial mobiliza forças de segurança após adolescente abrir fogo contra prestador de serviço no estacionamento.

Um instalador de ar-condicionado de 34 anos viveu momentos de pânico na tarde desta terça-feira, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Enquanto realizava um serviço em um condomínio localizado no bairro Jardim Itapema, o profissional foi surpreendido por um jovem de 17 anos, que efetuou múltiplos disparos de arma de fogo em sua direção. O crime ocorreu na área do estacionamento, local de grande circulação de moradores.

Dinâmica do atentado no estacionamento

De acordo com informações da Polícia Militar, o agressor aproximou-se da vítima de forma súbita e iniciou a sequência de tiros. Câmeras de monitoramento do circuito interno registraram o exato momento em que o trabalhador tenta se proteger entre os veículos estacionados enquanto o suspeito descarrega a arma. Mesmo diante da gravidade da cena, a vítima foi atingida apenas de raspão no braço, conseguindo escapar de ferimentos fatais durante a investida criminosa.

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Após o ataque, o adolescente empreendeu fuga imediata do local, tomando rumo ignorado pelas ruas do Jardim Itapema. Unidades de resgate foram acionadas para prestar os primeiros socorros ao instalador, que apresentava estado de choque, mas não corre risco de morte. A perícia técnica da Polícia Civil esteve no condomínio para coletar cápsulas deflagradas e analisar os danos causados aos veículos e à estrutura do prédio pelos projéteis perdidos.

Investigação e motivação

A equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) assumiu a condução do caso e já trabalha com a identificação do autor. Segundo os investigadores, o jovem de 17 anos já teria sido identificado por testemunhas e pelas imagens de segurança, que mostram com clareza a face do atirador. A polícia agora busca entender se houve um desentendimento prévio entre as partes ou se o crime possui outra motivação específica, uma vez que o suspeito parecia saber exatamente quem era o alvo.

Moradores do condomínio relataram às autoridades um clima de profunda insegurança. O uso de armas de fogo por um menor de idade dentro de um espaço privado reforça o alerta sobre a circulação de armamento ilegal na região noroeste paulista. Policiais realizaram buscas em endereços ligados ao suspeito em Rio Preto, mas, até o fechamento desta edição, o adolescente permanecia foragido e a arma utilizada no crime não havia sido recuperada.

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Contexto

Casos de violência envolvendo prestadores de serviço em condomínios fechados têm registrado picos de atenção em São Paulo. A segurança orgânica das edificações muitas vezes foca no controle de entrada, mas falha em prevenir conflitos internos ou ataques direcionados como o registrado no Jardim Itapema. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) apontam que a criminalidade envolvendo adolescentes infratores segue como um desafio logístico para as delegacias especializadas do interior paulista.

Este episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade de profissionais autônomos que circulam em ambientes residenciais. Em São José do Rio Preto, o policiamento foi reforçado nas adjacências do bairro para tentar localizar o veículo utilizado na fuga e identificar possíveis cúmplices que possam ter auxiliado o jovem na logística do atentado.

Próximos passos

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A Polícia Civil aguarda a apresentação do menor infrator, que deve ocorrer acompanhado de responsáveis legais ou advogados nas próximas 24 horas. O caso foi registrado inicialmente como tentativa de homicídio e será encaminhado à Vara da Infância e Juventude, onde serão decididas as medidas socioeducativas cabíveis. A vítima deverá prestar um depoimento detalhado para esclarecer se sofria algum tipo de ameaça anterior ao incidente.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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