Tragédia no Rio: Família colombiana visitou cartões-postais antes de queda
Vítimas de acidente de helicóptero no Rio de Janeiro cumpriram roteiro turístico por Búzios e Cristo Redentor antes da queda que vitimou três mulheres.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 00:003 min de leitura

Passeio que celebrava férias em família terminou em luto após queda de aeronave na Zona Oeste da capital fluminense.
Um grupo de turistas da Colômbia teve o sonho da viagem ao Rio de Janeiro interrompido por uma fatalidade aérea nesta semana. As passageiras Rocio Cubillos, Wendy Manrique e a jovem Sofia Murillo faleceram após o helicóptero em que estavam cair durante um trajeto que deveria ser o ápice de um roteiro turístico. O acidente ocorreu enquanto outros três familiares, Victor, Daniela e Laura, aguardavam no hangar para realizar o mesmo percurso em um segundo voo programado pela empresa de táxi aéreo.
O roteiro de despedida
Antes do trágico incidente, a família desfrutou de dias intensos de lazer nos principais pontos turísticos do estado. O itinerário incluiu visitas guiadas ao Cristo Redentor, no topo do Morro do Corcovado, e passagens pelo Pão de Açúcar, onde o grupo registrou momentos de descontração. A viagem também contou com uma estadia na Região dos Lagos, especificamente em Búzios, onde os colombianos aproveitaram as praias antes de retornarem à capital para o fatídico passeio aéreo sobre a orla de Copacabana.
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Dinâmica do acidente e resgate
Segundo informações preliminares da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, a aeronave apresentou instabilidade pouco tempo após a decolagem. Testemunhas relataram que o piloto tentou realizar uma manobra de emergência, mas o impacto com o solo foi inevitável. Enquanto as equipes de resgate trabalhavam nos destroços, os familiares que ficaram em solo entraram em estado de choque ao receberem a confirmação de que as três mulheres não sobreviveram aos ferimentos. A área foi isolada para perícia técnica e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
Investigação das causas
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já iniciou a coleta de dados e destroços para determinar o que provocou a queda. Investigadores buscam entender se houve falha mecânica, erro humano ou influência das condições climáticas no momento do voo. A empresa responsável pela aeronave afirmou em nota oficial que o helicóptero estava com a manutenção em dia e que o piloto possuía vasta experiência em voos panorâmicos pelo litoral carioca.
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Contexto
O turismo aéreo no Rio de Janeiro é uma das atividades mais procuradas por estrangeiros, movimentando milhões de reais anualmente. No entanto, acidentes envolvendo aeronaves de pequeno porte reacendem o debate sobre a fiscalização rigorosa e os protocolos de segurança das empresas que operam no setor. A comunidade colombiana no Brasil e a embaixada do país vizinho já se mobilizaram para prestar assistência jurídica e psicológica aos sobreviventes, além de agilizar os trâmites para o translado dos corpos.
Próximos passos
A investigação deve apresentar um relatório preliminar em até 30 dias, detalhando as comunicações entre a cabine e a torre de controle. Enquanto isso, os sobreviventes Victor, Daniela e Laura devem prestar depoimento às autoridades locais para ajudar a reconstruir os momentos que antecederam a decolagem. O caso segue sob acompanhamento direto da delegacia especializada em atendimento ao turista.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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