Trem Intercidades: Obras avançam entre Jundiaí e Campinas com aporte bilionário

Projeto de R$ 14,2 bilhões prevê trem expresso até São Paulo e modernização da Linha 7-Rubi. Veja prazos e os impactos da nova malha ferroviária no estado.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 14:184 min de leitura

Trem Intercidades: Obras avançam entre Jundiaí e Campinas com aporte bilionário
Resumo em 10 segundos

Projeto de mobilidade urbana que conecta a Grande São Paulo ao interior paulista entra em fase de execução técnica com investimentos de R$ 14,2 bilhões.

O governo do estado de São Paulo deu início às etapas fundamentais para a implementação do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, um dos maiores projetos de infraestrutura ferroviária do país. A iniciativa, que conta com um orçamento total de R$ 14,2 bilhões, visa conectar a capital paulista a Campinas, passando por Jundiaí, transformando o transporte de passageiros em um trecho que hoje depende majoritariamente de rodovias saturadas. A operação está sob responsabilidade do Consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos, vencedor do leilão realizado no início de 2024.

Expansão da malha e novas categorias de viagem

O plano de modernização é dividido em três frentes principais que atenderão diferentes perfis de usuários. O carro-chefe é o Trem Expresso, que ligará a estação Barra Funda, em São Paulo, ao município de Campinas em um tempo estimado de 64 minutos, com apenas uma parada programada em Jundiaí. Paralelamente, será implantado o Trem Intermetropolitano (TIM), um serviço parador que conectará Jundiaí a Campinas, atendendo cidades estratégicas como Louveira, Vinhedo e Valinhos, facilitando o fluxo diário de trabalhadores e estudantes na região.

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Além das novas linhas, o projeto engloba a revitalização completa da Linha 7-Rubi, atualmente operada pela CPTM. A concessão prevê que a iniciativa privada assuma a gestão do trecho entre a Barra Funda e Francisco Morato, promovendo melhorias na sinalização, acessibilidade das estações e na frota de trens. Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), a integração tecnológica entre os sistemas é crucial para garantir que o intervalo entre as viagens seja reduzido e a segurança operacional seja ampliada para os milhares de passageiros diários.

Prazos e cronograma de entregas

As intervenções físicas no trecho entre Jundiaí e Campinas começam a ganhar corpo com levantamentos topográficos e sondagens de solo. O cronograma oficial estabelece que o Trem Intermetropolitano seja o primeiro a entrar em operação comercial, com previsão de entrega para meados de 2029. Já o serviço expresso, que exige uma infraestrutura de trilhos segregada para atingir velocidades de até 140 km/h, deve estar totalmente funcional até o final de 2031, marcando uma nova era para a ferrovia paulista.

Durante a fase de construção, a estimativa é que sejam gerados mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia das cidades localizadas ao longo do traçado. O Governo do Estado reforça que a separação dos trilhos de carga e de passageiros é a prioridade técnica atual, visando evitar gargalos logísticos. A modernização também inclui a construção de novos viadutos e passarelas para eliminar passagens de nível críticas, garantindo a fluidez tanto do tráfego ferroviário quanto do rodoviário local.

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Contexto

A reativação do transporte ferroviário de passageiros de média distância é uma demanda histórica do estado de São Paulo. Desde a desativação dos antigos trens de longo percurso da Fepasa na década de 1990, a ligação entre a capital e o interior ficou restrita ao transporte rodoviário. O atual projeto do Trem Intercidades utiliza o modelo de Parceria Público-Privada (PPP), onde o poder público aporta cerca de R$ 8,9 bilhões e o restante do investimento é de responsabilidade do parceiro privado.

O trajeto entre São Paulo e Campinas é considerado um dos corredores socioeconômicos mais importantes da América Latina, concentrando um PIB superior ao de muitos países vizinhos. A implementação do sistema ferroviário de alta performance busca não apenas reduzir o tempo de deslocamento, mas também diminuir a emissão de gases poluentes ao retirar milhares de veículos individuais das rodovias Anhanguera e Bandeirantes todos os dias.

O que esperar

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Nos próximos meses, o consórcio responsável deve intensificar as obras de infraestrutura básica e a aquisição de novos materiais rodantes. A expectativa é que, até o final de 2025, as primeiras grandes intervenções nas estações da Linha 7-Rubi sejam visíveis para o público. A consolidação deste eixo norte servirá de modelo para futuros projetos semelhantes, como os trens intercidades planejados para ligar a capital a Sorocaba, São José dos Campos e Santos.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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