Turistas estrangeiros relatam falta de informações após queda de helicóptero no Rio
Familiares de vítimas do acidente aéreo no Recreio dos Bandeirantes criticam empresa por demora em comunicar queda que deixou turistas feridos nesta semana.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 20:593 min de leitura

Parentes de vítimas colombianas denunciam que souberam do acidente através de redes sociais antes de qualquer comunicado oficial da empresa de táxi aéreo.
Um grave acidente envolvendo um helicóptero de turismo abalou a zona oeste do Rio de Janeiro na última terça-feira. A aeronave, que transportava quatro passageiros além do piloto, realizou um pouso forçado em uma área de mata no Recreio dos Bandeirantes. Entre os ocupantes, estavam três turistas colombianas que realizavam o primeiro voo do dia. O caso ganhou contornos dramáticos após familiares relatarem que a empresa responsável não prestou a assistência imediata necessária no solo.
Falha na comunicação e angústia
O colombiano Victor Manrique, parente de três das vítimas, revelou que a espera pelo retorno do grupo transformou-se em desespero no heliponto. Segundo o relato, os funcionários do local mantiveram silêncio sobre a intercorrência por um longo período. A confirmação do desastre só veio quando os próprios familiares buscaram informações na internet e visualizaram imagens da aeronave destruída em portais de notícias. Antes disso, a equipe de solo teria mencionado apenas um pouso forçado sem gravidade, omitindo a real dimensão do impacto.
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O socorro e o estado de saúde
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas rapidamente para o local da queda, realizando o resgate das vítimas em terreno de difícil acesso. As três mulheres colombianas e um casal de brasileiros foram encaminhados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com boletim médico da Secretaria Municipal de Saúde, as vítimas sofreram fraturas e escoriações, mas apresentavam quadro estável após os primeiros procedimentos de emergência. O piloto também recebeu atendimento e colabora com as investigações.
Investigação técnica em curso
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) já iniciou a coleta de dados para determinar as causas da falha mecânica ou humana. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estiveram no local para realizar a perícia nos destroços. O objetivo é entender se houve perda de potência no motor ou se as condições climáticas influenciaram a manobra brusca que levou à queda da aeronave de prefixo ainda sob análise.
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Contexto
O setor de turismo aéreo no Rio de Janeiro é um dos mais movimentados do país, com centenas de voos panorâmicos realizados mensalmente sobre pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Acidentes desse tipo, embora estatisticamente raros, levantam debates sobre a fiscalização das empresas de táxi aéreo e a manutenção preventiva das aeronaves. Em 2023, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) intensificou as vistorias em empresas que operam na capital fluminense devido ao aumento da demanda por voos curtos.
Próximos passos
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) abriu um inquérito para apurar a responsabilidade da empresa em relação à segurança dos passageiros e à possível negligência no atendimento aos familiares após o acidente. Os depoimentos das vítimas colombianas devem ser colhidos assim que receberem alta hospitalar, o que deve ocorrer nos próximos dois dias. A empresa prestadora do serviço ainda não emitiu uma nota oficial detalhando os motivos do silêncio relatado por Victor Manrique.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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