Varginha: Mercado do Produtor segue fechado dois anos após inauguração
Com investimento de R$ 20 milhões, estrutura do Mercado do Produtor em Varginha permanece sem uso. Prefeitura e Sebrae discutem agora plano de ocupação comercial.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 07:283 min de leitura

Sem utilidade prática, o complexo orçado em milhões de reais aguarda definição sobre quais atividades comerciais serão autorizadas no espaço.
Quase dois anos após a cerimônia oficial de entrega, o Mercado do Produtor de Varginha continua de portas fechadas para a população e produtores rurais. O empreendimento, localizado no Sul de Minas, recebeu investimentos que ultrapassam a marca de R$ 20 milhões, mas ainda não cumpre a função social e econômica para a qual foi projetado. A situação levanta questionamentos sobre a gestão de recursos públicos e o cronograma de ativação de grandes obras na cidade.
Planejamento e parcerias estratégicas
Buscando viabilizar a abertura do local, a Prefeitura de Varginha iniciou uma série de tratativas técnicas com o Sebrae. O objetivo central dessa cooperação é desenhar um modelo de negócio sustentável que determine quais tipos de comércios e serviços poderão ocupar os boxes e áreas comuns. Segundo a administração municipal, o foco atual é garantir que o Mercado do Produtor não seja apenas um ponto de venda, mas um polo de desenvolvimento regional que integre agricultura e empreendedorismo.
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Obstáculos para o funcionamento
Embora a estrutura física esteja concluída, a falta de um edital de ocupação e de regras claras para os permissionários impediu que o espaço fosse inaugurado de fato em 2022. Durante as reuniões recentes, técnicos do Sebrae e secretários municipais avaliaram a viabilidade de setores como hortifrutigranjeiros, artesanato e gastronomia típica. A intenção é que o processo de seleção dos ocupantes ocorra de forma transparente, priorizando o produtor local e fortalecendo a economia do município.
O impacto financeiro da obra
O montante de R$ 20 milhões investido na construção do mercado representa um dos maiores aportes em infraestrutura urbana de Varginha nos últimos anos. A demora na abertura gera custos de manutenção e vigilância para os cofres públicos, sem que haja o retorno esperado em geração de empregos e arrecadação. Lideranças do setor produtivo cobram agilidade, uma vez que a safra de diversos produtos da região de Minas Gerais poderia estar sendo comercializada diretamente no novo centro.
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Contexto
A construção do Mercado do Produtor foi anunciada como uma solução moderna para substituir antigas feiras livres e oferecer mais conforto aos consumidores de Varginha. Projetos similares em outras cidades do estado, como em Belo Horizonte e Uberlândia, servem de referência para o modelo de gestão compartilhada entre o poder público e a iniciativa privada. No entanto, o hiato entre a conclusão da obra e o início das operações é um desafio comum em gestões que não antecipam o plano de manejo comercial.
Próximos passos
A expectativa é que, após a conclusão do estudo de viabilidade realizado em conjunto com o Sebrae, a prefeitura publique o edital de licitação para a ocupação dos espaços ainda no segundo semestre de 2024. Somente após a assinatura dos contratos com os lojistas e produtores é que uma nova data de abertura oficial será agendada, pondo fim à espera de quase 24 meses pelo funcionamento pleno da estrutura.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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