Venda de atestados médicos falsos por R$ 40 termina em prisão em Roraima
Esquema criminoso em Boa Vista foi desmantelado pela Polícia Civil após denúncia de supermercado. Suspeito cobrava valores baixos para fraudar documentos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 12:373 min de leitura

Polícia Civil desarticula esquema de falsificação de documentos médicos que abastecia funcionários de empresas locais com justificativas de faltas.
A Polícia Civil de Roraima prendeu em flagrante, em Boa Vista, um homem suspeito de liderar um esquema de comercialização de atestados médicos fraudulentos. A operação ocorreu nesta semana após uma investigação minuciosa apontar que o indivíduo vendia os documentos por apenas R$ 40, utilizando carimbos e assinaturas falsificadas de profissionais de saúde devidamente registrados. O flagrante aconteceu no momento em que o infrator tentava repassar novos formulários a clientes na capital.
Como o esquema foi descoberto
A investigação teve início após a administração de um supermercado local notar uma movimentação atípica no departamento de recursos humanos. A empresa identificou um volume desproporcional de atestados médicos apresentados por diferentes colaboradores, todos supostamente emitidos pelo mesmo médico. Ao checar a veracidade das informações com a unidade de saúde mencionada, os gestores confirmaram que os documentos não eram autênticos, o que motivou a denúncia imediata às autoridades policiais.
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A atuação do falsificador
De acordo com os agentes da Polícia Civil, o suspeito operava de forma ágil, oferecendo os papéis por valores acessíveis para garantir uma rotatividade alta de clientes. Durante a abordagem, foram apreendidos materiais que comprovam a prática ilícita, incluindo modelos de atestados em branco e carimbos que simulavam o registro de médicos reais. O homem confessou que o valor fixo de R$ 40 era estratégico para atrair trabalhadores que buscavam abonar faltas sem de fato terem passado por consultas clínicas.
Implicações jurídicas para os envolvidos
As autoridades alertam que não apenas quem vende, mas também quem compra o documento falso pode responder criminalmente. O homem preso foi autuado pelo crime de falsificação de documento público, cuja pena pode chegar a seis anos de reclusão. Além disso, os funcionários que apresentaram os papéis falsos no trabalho podem ser demitidos por justa causa e indiciados por uso de documento falso, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
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Contexto
O mercado ilegal de atestados médicos em Roraima tem sido alvo de fiscalizações intensas nos últimos meses. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que a facilidade de reprodução digital de timbres de hospitais tem estimulado criminosos a criarem redes de distribuição em grupos de mensagens. Em 2023, casos semelhantes foram registrados em outros estados da região Norte, evidenciando um desafio logístico para as empresas que tentam validar a veracidade das licenças de saúde de seus quadros de funcionários.
Próximos passos
O suspeito foi encaminhado para a Custódia da Polícia Civil e aguarda a audiência de custódia, onde a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão preventiva será decretada. A polícia agora trabalha para identificar outros possíveis compradores e verificar se há participação de mais pessoas na confecção dos selos e carimbos falsificados encontrados com o detido.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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